No segundo dia útil após o decreto estadual, que amplia as medidas de combate ao coronavírus no Paraná , o comércio considerado não essencial de Curitiba está fechado. Sem a possibilidade de vender presencialmente, a Associação Comercial do Paraná (ACP) afirmou estar preocupada com o futuro incerto do negócio. Aliás, a atitude de fechar novamente o setor não agradou os comerciantes que acreditam que os casos comprovados da doença não ocorreram no trabalho.

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De acordo com a ACP, um terço do comércio no Paraná é considerado essencial. Farmácias, mercados, postos de gasolina, petshops, óticas e até oficina mecânica entram na lista de pontos primordiais. Sendo assim, 70% dos estabelecimentos estão fechados para o grande público. Com pandemia, cresceu a venda pela internet e isto salvou da falência alguns comerciantes que tiveram a oportunidade de chegar até a outro tipo de comprador. No entanto, o negócio para aqueles pequenos ou médio empreendedor depende muito da venda direta.

Camilo Turmina, presidente da ACP, discorda da ação desenvolvida pelo governo estadual e prefeituras quanto ao fechamento da economia de uma hora para outra. “Estão brincando de Deus sem base na saúde e muito menos na economia. O vírus não está no trabalho, pois tivemos picos da doença pós-eleição, festas de fim do ano e agora aglomeração no Carnaval e nos fins de semana. É só verificar as festas clandestinas, e pelo que eu entendo, não foi infecção dentro da atividade econômica”, disse. Segundo ele, o que mais preocupa neste novo decreto é que “não existe suspensão de contrato de trabalho, redução de jornada e ninguém vai pagar a conta do aluguel do lojista e o salário do funcionário. Será que isto vai render dinheiro do governo federal para ajudar os municípios paranaenses? Faço este questionamento”, disse Turmina.

Lojas fechadas no Centro

Segundo a ACP, algumas lojas da região central de Curitiba já fecharam e entregaram o ponto. O motivo alegado é o custo de manter um estabelecimento aberto em uma região nobre da cidade que teve a redução no número de atendimento. Antes do fechamento desta semana, a população estava realizando compras nos bairros. “Uma loja de calçados saiu do centro de Curitiba e foi para Pinhais. Muitos não estão suportando pagar toda a conta e a última medida foi cruel.  De uma hora para outra e com todos os produtos ou insumos dentro da loja. Infelizmente muitos irão fechar’, alertou Turmina.