Um homem de 29 anos foi preso na manhã desta segunda-feira (21), no bairro Prado Velho, em Curitiba, suspeito de matar duas pessoas e liderar o tráfico de drogas na região. Além destes crimes, o detido usava um cachorro da raça pitbull e um esqueleto utilizado para estudos para amedrontar suas nas vítimas. O cachorro ficava acorrentado e o preso ainda responderá por isso.

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Na investigação realizada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o suspeito foi apontado como responsável por duas mortes, uma delas de forma bastante violenta. Utilizava um terreno de reciclagem para ludibriar os rivais e a polícia para comercializar drogas e ameaçar rivais do tráfico. Além disto, utilizava de estratégias pesadas para amedrontar rivais ou mesmo pessoas com dívidas com o tráfico.

Segundo o delegado Tito Barichello, da DHPP, o apelido do rapaz na região era “Lorde das Trevas” e usava até um cachorro da raça pitbull para botar terror. “Ele usava a alcunha de Lorde das Trevas e utilizava um cachorro da raça pitbull para atacar as pessoas. Aparentemente é um cachorro dócil, mas é treinado”, disse o delegado que ainda relatou que o homem tinha dentro de casa um esqueleto utilizado em laboratórios de anatomia.

Resgatado

Além de responder pelos crimes de homicídio e tráfico de drogas, o suspeito vai ter que explicar a situação do cachorro. O pitbull ficava acorrentado em um pequeno espaço, o que representa maus-tratos. O delegado Matheus Laiola, da delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), relatou que os indícios apontam que o cachorro vivia em uma situação crítica e necessita de cuidados. “ Há indícios da prática de maus-tratos, pois vivia em uma corrente muito pesada e com cadeados. Vamos esperar um procedimento da veterinária e possivelmente o rapaz vai cumprir esta pena. Importante que conseguimos livrar o animal daquela situação”, esclareceu Laiola.

Desde o dia 29 de setembro, a punição para quem comete maus-tratos com animais aumentou. A lei prevê punição de dois a cinco anos de detenção, multa e proibição da guarda do animal vítima. Antes da sanção do presidente Jair Bolsonaro, a penalidade previa punição de três meses a um ano de reclusão, além de multa.