Na noite desta domingo (10) as redes sociais foram invadidas por mensagens de pessoas questionando a própria credibilidade depois de terem observados luzes cruzando o céu de Curitiba e região. A dúvida era: o que é isso? Alguém mais viu? Nós já respondemos o que eram as luzes e, segundo especialistas, elas vão reaparecer na noite desta segunda (11). Mas elas não estarão sozinhas.

As luzes perfeitamente alinhadas no céu alguns dois satélites do Projeto Starlink, da empresa Space X, do bilionário Elon Musk. Lançados ao espaço no final de abril, os satélites fazem parte de uma iniciativa que pretende levar internet a todos os canto do planeta e enquanto não chegam a suas posições definitivas, seguem suas órbitas elípticas ao redor do nosso planeta.

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Nesta noite em especial, os satélites terão a companhia de outras duas luzes brilhantes. Tratam-se da Estação Espacial Internacional, usada por diversos países como base para voos espaciais, e o Telescópio Hubble, que desde o início dos anos 1990 é responsável pelas mais fantásticas imagens do Universo. Inclusive, quer saber para onde ele estava olhando no dia do seu aniversário? Então clique aqui!

Os satélites poderão ser vistos entre 19h e 19h15, de Noroeste a Sudeste. Já a EEI poderá ser vista entre 18h23 e 18h32, de Sudoeste para Nordeste, e o Telescópio Hubble entre 18h32 a 18h39, um pouco mais ao Norte. A previsão do tempo é de céu claro. Use a localização normal do sol (nascente e poente) para se localizar.

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Divulgação / SpaceX

Projeto Starlink e suas polêmicas

O Projeto Starlink inicialmente prevê a colocação em órbita de 12 mil satélites iguais, de aproximadamente 230 kg e uma distância relativamente baixa do solo (cerca de 550 km. A intenção é formar uma rede de satélites capaz de levar internet de alta velocidade a desertos, florestas e até à Antártida.

A comunidade científica teme que haja prejuízos para o mundo como um todo no que diz respeito à observação do espaço. Hoje são aproximadamente 4 mil satélites rodeando nosso planeta. O problema é que alguns especialistas dizem que os 12 mil que Elon Musk pretende lançar não serão suficientes, e que o número pode chegar a 40 mil

“Essa quantidade de satélites (os 12 mil previstos) vão refletir muito a luz do sol e prejudicar as observações dos telescópios, que estão cada vez mais sensíveis. Qualquer coisa que passa na frente causa um prejuízo. Vai ser mais custoso e demorado resolver”, explica Anísio Lasievicz, diretor do Parque da Ciência do Paraná.

Quem quiser saber mais sobre a rota “trenzinho de satélites” pode clicar aqui.


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