No dia em que a Lava Jato completa 5 anos, ao menos cinco cidades do Paraná têm atos programados em defesa da operação, neste domingo (17). A convocação, via mídias sociais, é encabeçada pelo Movimento Brasil Livre (MBL), que vê uma tentativa de acuar o Ministério Público Federal e enterrar a operação que desvendou uma amplo esquema de corrupção praticado por políticos, empresários e doleiros.

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Em Curitiba, a concentração está prevista para as 15 horas, na Boca Maldita, no centro da capital. No mesmo horário, também foram marcados atos em Londrina, Maringá e Apucarana, no Norte e no Noroeste do estado. No Litoral paranaense, em Matinhos, a manifestação está prevista para 17 horas.

“Dessa vez é de verdade. Dessa vez eles podem sim enterrar a Lava Jato. Muita gente saiu às ruas no Carnaval, mas agora quem está te convocando não é nenhum bloco, é o Brasil, que precisa de você”, diz Renan Santos, integrante do MBL de Curitiba, em vídeo publicado em rede social.

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Em Foz do Iguaçu, o MBL havia agendado ato para as 9 horas deste domingo, mas depois cancelou devido à “previsão de chuvas fortes”. Outras 34 cidades em todo país também devem abrigar atos pró-Lava Jato. Na capital federal, o ato deve ocorrer em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), na Praça dos Três Poderes.

Eles foram marcados em reação à decisão do STF que confirmou a competência da Justiça Eleitoral para julgar crimes comuns conectados com crimes eleitorais. Na visão dos procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato, a decisão fere casos tratados ao longo dos cinco anos de existência da mega investigação e abre caminho para a impunidade de políticos corruptos.

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Neste sábado (16), a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) promoveu um ato de desagravo à força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba.

Mudança beneficia políticos

Atos de corrupção descobertos pela força-tarefa se destinavam a abastecer ilegalmente campanhas eleitorais, mas os membros do Ministério Público Federal, Polícia Federal e Receita Federal se debruçaram apenas sobre a origem do dinheiro ilícito, abstendo-se de oferecer denúncias por crimes eleitorais. Assim, as investigações, e ações penais derivadas delas, ficaram sob o guarda-chuva da Justiça Comum, e não da Justiça Eleitoral.

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Agora, a partir da decisão do STF, os investigados, acusados ou condenados por corrupção que também estejam na mira das cortes eleitorais podem alegar a conexão entre os crimes, abrindo a possibilidade de transferência dos casos para a Justiça Eleitoral. Para o MPF, a Justiça Eleitoral não tem condições estruturais para avançar em crimes complexos, como aqueles tratados no bojo da Operação Lava Jato.

Confira os locais dos atos no Paraná

Curitiba: 15 horas, Boca Maldita

Apucarana: 15 horas, Praça da Matriz

Londrina: 15 horas, rotatória do Colégio Vicente Rijo

Maringá: 15 horas, sede da Justiça Federal

Matinhos: 17 horas, Praça Central

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