Manifestantes que passaram a noite na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) deixaram, na manhã desta quinta-feira (19), o prédio e iniciaram uma greve de fome pela revogação do edital 47. O edital prevê a realização de um concurso para contratação de professores PSS para o estado e a APP-Sindicato reclama que a Secretaria de Estado de Educação (Seed) quer mudar a forma de contratação justamente na pandemia de coronavírus. Segundo os manifestantes, 30 pessoas entrarão em greve de fome.

Hermes Leão, presidente da APP-Sindicato, afirmou que ele e mais colegas farão a greve de fome. “Estamos em luta. Professores e professoras têm construído a riqueza do Paraná na educação pública. Fazer uma greve de fome é uma medida extrema, que exige muito de todos nós”, disse. Uma reunião foi marcada para a tarde desta quinta-feira.

Hermes Leão ressaltou, mais cedo à Tribuna, que os servidores invadiram a Alep em busca de uma mediação. “Queremos uma mediação. Buscamos a retirada do edital e prorrogação dos contratos de professores. Não é possível cancelar isso em plena pandemia. Existe uma prova marcada que pode gerar muito risco. Buscamos uma prova pós pandemia para um concurso público”, ressaltou Hermes Leão. “Estamos reivindicando que os deputados façam valer o papel de fiscalização do governo e de representantes do povo”, completou.

Segundo decisão judicial, o descumprimento de uma reintegração de posse pode resultar em multa diária de R$ 30 mil. Por volta das 10 horas, um dos acessos também foi cercado por manifestantes que estavam na Praça Nossa Senhora da Salete.

Foto: Lineu Filho/Tribuna do Paraná.

Para o deputado Ademar Traiano (PSBD), presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, a invasão é arbitrária e uma afronta aos Poderes constituídos. “Eu entendo que decisão de justiça tem que ser cumprida. Eles não estão mais desrespeitando só o Poder Legislativo. Estão desrespeitando a Justiça, deixando de cumprir uma determinação de um juiz que arbitrou uma multa de R$ 30 mil dia caso permaneçam aqui no prédio”.