Uma menina de apenas 3 anos foi encontrada sozinha na Linha Verde, em Curitiba, neste domingo (12). A criança vagava pela rodovia, bem debaixo do viaduto da BR-277, no bairro Jardim Botânico, quando foi percebida por um motociclista, que prestou o primeiro atendimento à menina por volta das 10h. Na sequência, um casal de carro também parou e acionou a Polícia Militar (PM).

A menina foi encaminhada ao 20.° Batalhão da PM, no bairro Jardim das Américas, de onde foi acionado o Conselho Tutelar da Regional Cajuru. De acordo com o conselheiro tutelar João Carlos Camargo, a menina estava bem. Mas por sorte ela não sofreu nenhum acidente na Linha Verde. “Essa menina estava correndo todos os riscos, já que a região onde ela foi encontrada é de usuários de drogas. Além disso, ela poderia ter sido atropelada”, enfatiza o conselheiro tutelar.

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A criança foi encaminhada para um abrigo, onde foi alimentada, tomou banho e iria passar a noite de domingo para segunda. A família da menina foi acionada pelo Conselho Tutelar, que nesta segunda-feira (13) vai decidir se ela será devolvida à família ou se vai continuar no abrigo.

A criança é de Guaratuba, no litoral do Paraná. A mãe, que é dependente química, só apareceu no batalhão da PM às 14h de domingo, quatro horas depois de a filha ser encontrada na Linha Verde, quando a menina já havia sido encaminhada para o abrigo.

“A mãe não nos deu nenhuma garantia para de que pudesse levar a criança com ela. Ela disse que estava na casa de uma amiga quando se descuidou e a menina saiu”, aponta o conselheiro. “A mãe não soube nem nos informar onde era a casa dessa amiga e também disse que não tinha dinheiro para voltar a Guaratuba, que um amigo iria comprar a passagem”, relata Camargo.

Conforme a decisão do Conselho Tutelar nesta segunda, a criança poderá voltar para a família se houver garantias de que este episódio não se repetirá. Caso contrário, a Justiça, através da Vara da Infância e da Juventude será acionada e a criança será mantida no abrigo.

Carinhosa

Segundo Camargo, a menina é bastante carinhosa e comunicativa e não demonstra nenhum trauma. “É uma criança muito carismática, tanto que ela entrou no carro do casal rindo, sem problemas, achando legal que iria passear de carro”, relata o conselheiro. “O normal é a criança chorar, estar assustada. Mas ela estava tranquila”, reforça.

Por outro lado, a menina não pediu em nenhum momento pela mãe ou por qualquer outro familiar, o que também não é comum ocorrer em caso de crianças perdidas.