Poucas horas depois de receber a visita de policiais civis e técnicos da Vigilância Sanitária de Curitiba, que constataram a venda de produtos vencidos e supostamente impróprios para o consumo, o Mercado Bylla, no bairro Capão da Imbuia, em Curitiba, retomou as atividades. “Tá funcionando, normal. Interditado por quê?”, disse por telefone à Gazeta do Povo Juraci Falkoski, mais conhecida como Bylla, proprietária do estabelecimento. O filho dela, Roger Falkoski, preso em flagrante na operação, segue detido por indução do consumidor ao erro e falsidade material. A depender do resultado da perícia, ele poderá responder ainda por crime de comercialização de produto impróprio para consumo.

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Bylla se defende dizendo que atua há mais de trinta anos no bairro e que tem sido alvo constante de fiscalizações, que, suspeita, sejam motivadas por denúncias de uma loja de alimentos concorrente, do outro lado da rua. “Eles têm birra com a gente. Eles vêm para arrebentar. Todo dia tem movimento aqui, e ela lá sem movimento. Ela (a dona) é parente dos guardas, é parente daquela da prefeitura, manda (fiscalizar) toda hora né”. Quanto aos produtos apreendidos durante a fiscalização, Bylla disse que são itens de troca, devolvidos pelos consumidores.

Contatada pela reportagem, a Vigilância Sanitária de Curitiba informou que, diferentemente do noticiado pela Polícia Civil, apenas o depósito do mercado foi interditado após a fiscalização. Portanto, o estabelecimento pode continuar aberto, apesar de ter sofrido mais de 16 autuações nos últimos anos por venda de produtos impróprios para o consumo.

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A versão de Juraci Falkoski, de que os produtos apreendidos estariam todos numa sala de itens destinados à troca, não bate com o relato da Polícia Civil. A fiscalização teria encontrado no mercado diversos alimentos com prazo de validade vencido, tanto na área de venda quanto no depósito. Queijos, presuntos e iogurtes estavam vencidos desde o ano de 2018 e eram mantidos em câmara fria. Além disso, foram encontrados panos sujos com tintas, acetona e algumas canetas que serviriam para apagar a data da validade dos produtos. Os policiais civis teriam constatado, ainda, que um produto com prazo de validade de 45 dias, prescrito pelo fabricante, era alterado para 210 dias, ou sete meses.


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