Trabalhadores ligados ao Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba fizeram, na manhã desta segunda-feira (5), um protesto nas proximidades da montadora da Renault, no trecho de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). De lá, eles seguiram até o Centro de Curitiba, onde ficaram por algumas horas.

Os trabalhadores marcharam a favor do crescimento da economia e da manutenção dos direitos trabalhistas. Perto das 6h50, depois de uma caminhada às margens da rodovia, parte dos manifestantes voltou ao trabalho. Apesar da grande movimentação causada pela manifestação, o trânsito seguiu sem problemas na rodovia.

Com o tema “Cortar direitos não gera emprego! Retomada econômica já!”, centenas de trabalhadores aproveitaram a troca de turno para fazer a manifestação na marginal da BR-277. Segundo o sindicato, o objetivo era o de formar uma frente de atuação para pressionar o governo a adotar medidas que acelerem a economia e retomem o emprego.

Os trabalhadores também buscavam esclarecer alguns pontos para a população, como a terceirização. Além da Renault, o protesto aconteceu com trabalhadores da Volvo, CNH, Bosch e WHB. “O que as pessoas precisam entender, é que se algo for feito, como por exemplo, a terceirização, não só os metalúrgicos serão prejudicados, mas toda a população. Nós não podemos permitir que isso aconteça, mas infelizmente, ao que tudo indica, vai acontecer”, disse Pedro Paulo da Silva, de 65 anos.

O homem, que hoje já está aposentado, trabalhou como metalúrgico por 37 anos. Segundo ele, “Nós temos que pensar nos colegas que ainda trabalham e também em nossas famílias. Porque sem contar a terceirização, também temos o risco da mudança na aposentadoria. Quem trabalha hoje em dia não pode sofrer com isso”, desabafou.

As propostas, feitas pelo presidente Michel Temer, para mudar as regras de concessão de aposentadorias do INSS já estão prontas.  A pasta deve ser enviada, nos próximos dias, ao Congresso. Segundo as propostas, as medidas estão a fixação de idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, além de igualar o patamar para trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos.