Moradores e comerciantes dos bairros Mercês e Vista Alegre movimentaram o cruzamento das ruas Jacarezinho e Manoel Ribas na manhã deste domingo (7). Com megafone e faixas e cartazes mostrando as reivindicações, eles protestaram contra as ações frequentes de bandidos na região e a falta de estrutura da segurança pública.

“Eu sou testemunha, moro aqui nas Mercês e esses dias abri a cortina e vi um bandido carregando uma caixa de som. Já fui assaltado duas vezes, roubaram botijões de gás da minha casa”, relatou Fabiano Marcon, representante da Associação de Moradores e Empresários, organizadora do protesto junto com os Conselhos de Segurança dos bairros e o Clube de Mães.

“Nós não somos de fazer manifestações, só que os ofícios que a gente envia para os poderes responsáveis não têm repercutido”, explicou Fabiano.

Entre os problemas citados por ele estão a falta de um módulo móvel da Polícia Militar na região, que ficou “só na promessa”; a falta de efetivo da PM; e até mesmo falta de papel higiênico e sabonete na 2.ª Companhia da corporação, que, segundo ele, foram obtidos com ajuda da associação.

Os moradores também reclamam da carceragem do 3º Distrito Policial, que ainda abriga presos. “Os policiais não têm como investigar os crimes, porque precisam ficar cuidando dos ladrões. E ainda estão com os coletes vencidos”, disse Fabiano.

Insegurança

A administradora Susana Iwerson mora nas Mercês há mais de 15 anos. Ela contou que a insegurança vem aumentando nos últimos anos. Há algum tempo, ela teve a casa arrombada por marginais durante a noite e, desde então, tem um receio maior, principalmente em relação aos filhos de 8 e 15 anos.

“Esses dias estava indo buscar meu marido e percebi que um carro parou quando me viu sair de casa. Fiquei com medo e voltei para pegar meus filhos”, relatou. “A gente sempre fica sabendo de algo que aconteceu com alguém por aqui, principalmente nos grupos de Whatsapp”.

Comércios da região têm sido muito visados pelos bandidos. “Principalmente nas farmácias, assaltam bastante”, comentou um trabalhador, que preferiu não se identificar. Funcionário de uma farmácia, que também não quis ter o nome divulgado, confirmou que o estabelecimento é alvo dos criminosos. “Recentemente fomos assaltados duas vezes. Geralmente são jovens que parecem estar drogados”, disse.

“Até vemos policiamento durante o dia, mas de noite geralmente não, que é quando ficamos mais vulneráveis”, afirmou.

Aprovados

Durante o protesto pela falta de segurança, uma turma de aprovados no concurso da Polícia Militar de 2012 também estendeu faixas cobrando a “autorização do governador para a convocação”.