Morreu neste sábado (25), aos 106 anos de idade, Jerônimo Stocco, o “Momi”, ilustre morador de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba e leitor assíduo da Tribuna do Paraná, como ele mesmo revelou, em reportagem publicada em outubro de 2019, quando recebeu a equipe de reportagem em casa, em seu aniversário de 104 anos. Em agosto de 2021, Jerônimo ilustrou novamente as páginas do seu jornal favorito, na edição impressa e na internet.

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Descendente de italianos, Jerônimo casou-se com Idalina Bianco Stocco em 22 de janeiro de 1938 e com ela, teve seis filhos: Helena Stocco Campagnaro, Adir Stocco Bubniak, Luziane Stocco Brainta, José Antônio Stocco, Emigdio Stocco e Sônia Regina Stocco Mocelin. Além dos filhos, Jerônimo deixa 12 netos e cinco bisnetos. As informações sobre o velório e sepultamento ainda serão divulgadas pela família.

Com a companhia da Tribuna

O campo-larguense lia o jornal todos os dias. Foto: Rodrigo Cunha / Tribuna do Paraná.

Durante uma das conversas com a Tribuna, “Momi” contou que gostava de se sentar todas as manhã no escritório da fábrica de portas e janelas da família e passar algumas horas lendo cada página do diário.

Como ainda era muito lúcido, uma de suas netas disse, em 2019, que não adiantava trazer a Tribuna do dia anterior, pois Jerônimo reclamava: “Ele devora o jornal, lê até o rodapé. Fica entretido, adora. Enquanto não termina, não sai dali. E como está super lúcido, se você coloca o jornal do dia anterior em cima da mesa ele não quer. Pede o de hoje”, disse a neta, na época.

Segredo da longevidade

Nascido em 1915 e natural de Campo Largo, “Momi” acumulou muitas histórias durante a vida. Desde os seis anos de idade sempre trabalhou muito. Começou na lavoura com seus pais, no cultivo de grãos como feijão, milho e soja. Mas tinha muita habilidade com madeira e já adulto construiu muitas casas em Campo Largo, inclusive a dele próprio (há duas no terreno), ainda muito bem conservada.

Aprendeu a fazer esquadrias, especializou-se nisto e fundou a Esquadrias Stocco, hoje administrada pelos filhos. Também fabricou inúmeras carroças, até pouco depois dos 100 anos, quando fez a última para deixar de lembrança. E uma de suas “obras” mais bonitas foi a Cruz de Madeira, da igreja da Colônia da Campina.

Jerônimo, em foto feita aos 104 anos de idade. Foto: Rodrigo Cunha / Tribuna do Paraná.

Mas afinal, qual será o segredo para se viver tanto assim? Questionado, seu Jerônimo não hesitou em dizer que para ele, o segredo da longevidade era o vinho que ele mesmo produzia e consumia e o trabalho duro, desde a infância.

“Sou do tempo que as coisas não eram fáceis. Trabalhei como um condenado, serviço pesado, sofri muito, muito, [tinha uma] família grande para carregar nas costas. Não tinha ajuda de ninguém, mas eu nunca desisti de lutar, sempre enfrentei tudo com muita fé em Deus, que nunca me abandonou. Cheguei aos 106 anos sem esperar, mas agradeço muito por esse presente de Deus”, contou.

Recados para os mais jovens

Com a sabedoria acumulada ao longo da vida, “Momi” ainda deixou recados aos mais jovens, em sua última conversa com a Tribuna, durante os dias de isolamento social da pandemia do novo coronavírus. Confira:

Tribuna: Como lidar com a vida em tempos tão difíceis como os últimos anos?
Jerônimo: “Eu sei que os tempos são difíceis para muita gente, mas eu lembro que na minha juventude enfrentei pior que isso, a doença do “Tifo”. Não existiam médicos. Único recurso era um abençoado farmacêutico que ia de Chevette me atender, fiquei sem um fio de cabelo, poderia ter morrido, mas Deus me poupou.

Tribuna: Qual seria o conselho que o senhor daria para esta geração?
Jerônimo: “Sejam pessoas de bem e usem em tudo a honestidade”.

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