Morreu nesta segunda-feira (16), aos 45 anos, o jornalista Fábio Buchmann, repórter da rádio CBN. Desde agosto ele lutava contra problemas causados após um transplante de fígado. Há alguns dias a família foi avisada sobre sua condição irreversível. Fábio, que é filho do publicitário Ernani Buchamnn, deixa a mulher, a também jornalista Simone Giacometti, e três filhos.

A luta de Fábio contra um câncer o levou até a fila de espera por um fígado. Em 24 de agosto, conforme relato da esposa no Facebook, o transplante foi realizado. Dois meses depois, por complicações causadas pela diabetes, ele precisou passar por um um novo transplante. Desde o final de setembro Fábio ficou internado na UTI do Hospital do Rocio, em Campo Largo, lutando para sobreviver.

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Em 17 de novembro Simone fez uma postagem contando sobre a luta. “Lá se vão quase 3 meses de uma rotina exaustiva no hospital, expectativa, ansiedade, incerteza, medo de perder quem amamos. Em meio a tudo isso, eu e Fábio nos surpreendemos com tanto carinho recebido. Quantas pessoas boas gostam da gente. Quanta gente se dispôs a ajudar de algum jeito e de forma prática, pontual, nos ajudou muito. Um conforto pra corações tão apertados. Agradeço tanta generosidade”, comentou.

No dia 11 de dezembro, Simone começou a preparar os amigos para a partida da Fábio. “Fábio Tomich meu querido parceiro de existência, namorado, marido, pai dos meus filhos, está se despedindo da vida. Estamos aguardando o tempo dele, de partida. Todos os recursos se esgotaram, ele vai descansar de uma longa luta que começou dia 24 de agosto… Foi um guerreiro, queria muito viver, falou várias vezes isso para os médicos, que me contaram”, lamentou.

Pelas redes sociais, amigos prestaram homenagens. “Fabio, meu querido, você escreveu o seu nome na história do rádio e, mais do que isso, no coração dos seus amigos. Você me ajudou e muito na minha trajetória na CBN. E que bom que eu pude te dizer isso. Você me ensinou muito, desse seu jeito sempre irreverente. Ver essa nossa foto no mural do seu quarto foi emocionante”, disse o amigo de Fábio, Filipi Oliveira, colunista da Tribuna e coordenador de comunicação da Câmara dos Vereadores de Curitiba.

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“Eu era apenas uma foca quando meu irmão Giancarlo Honorio conseguiu meu primeiro estágio na Rádio Globo. Isso faz alguns anos… lá conheci meu primeiro companheiro no jornalismo… Fábio Tomich… era também estagiário, mas não parecia. Foi amigo… como ele costumava dizer… Hoje você nos deixa, mas jamais será esquecido. Que Deus fortaleça e acalme o coração da família”, disse Luciano Honório, assessora de imprensa do Governo Estadual.

Velório será nesta terça-feira (14), às 9h, e sepultamento às 17h, no Cemitério Parque Iguaçu.