Após passar seis dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Evangélico Mackenzie, em Curitiba, morreu, na manhã desta sexta-feira (25), a cabo da Polícia Militar (PM) Kátia Regina Queiroz Bueno, aos 46 anos. Ela foi a segunda vítima de uma explosão em um estande de tiros em Pinhais, região metropolitana de Curitiba, ocorrida no último sábado (19). Na terça-feira (22), o 1° sargento Mauricio Kaliberda, de 57 anos, não resistiu aos ferimentos da explosão.

Segundo informações do Evangélico, no dia da explosão, Kátia chegou a ter 75% do corpo queimado quando recebeu os primeiros atendimentos. Durante a semana, amigos chegaram a fazer doação de sangue para a cabo no Hemobanco.

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Outros dois homens taiwaneses, de 27 e 30 anos, estavam no local e também sofreram queimaduras e estão no Hospital do Trabalhador. A família não liberou a divulgação de informações.

Maurício recebeu atendimento no hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Foto: Reprodução/Facebook.

A explosão

A explosão em um barracão onde funcionava um estande de tiro deixou pelo menos quatro pessoas feridas em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no início da tarde de sábado. O acidente ocorreu na Rua Jandaia, bairro Emiliano Perneta, perto das 13h.

A cabo Katia Regina Queiroz Bueno, de 46 anos, e o sargento Mauricio Kaliberda, 57 anos, orientavam dois empresários do Taiwan no estande de tiro antes da explosão.

O delegado André Feltes da Delegacia de Armas e Munições (Deam), esteve no local da explosão e relatou que o estabelecimento funcionava de maneira irregular, pois não tinha alvará e outros documentos. Marluz Dalledone, advogado da empresa, admitiu que a empresa não tem o alvará citado pela Polícia Civil, mas afirmou que o local tinha as demais autorizações da prefeitura, Exército e Corpo de Bombeiros.