Morreu nesta terça-feira (21), aos 74 anos, João Gilberto Tatára, ícone da cultura underground de Curitiba. Autor de mais de 800 canções, além de discos gravados e livros publicados, Tatára era uma das principais referências da produção autoral de Curitiba. Manteve por anos o Bardo Tatára, no bairro Água Verde, em Curitiba, onde desenvolveu sua poética, transformando-se em ponto de efervescência cultural.

“É uma perda muito triste e significativa para a cultura curitibana e paranaense. Um ícone da cultura underground que uniu músicos e poetas por anos no bar. Ele pegou a ideia de um amigo e fortaleceu a história da segunda-feira autoral. Era um cara que agregava musica curitibana, dava espaço para vários cantores, compositores e musicistas em início de carreira. Na madrugava todo mundo acabava se encontrando no bar do Tatára. Ele era contemporâneo de muitos da poesia e música de Curitiba que se tornaram pops, mas ele sempre no lado B”, disse Alex Silveira, repórter da Tribuna, grande fã e amigo de Tatára. “Ele vai fazer muita falta”, ressalta.

A segunda-feira autoral, citada por Silveira, era um espaço criado no qual todos os músicos iam para se encontrar e apresentar suas obras. “Segunda-feira não tem show e os músicos acabavam indo para lá e faziam suas músicas e apresentando seus shows. Todos iam para lá para apresentar seus trabalhos, entre eles Léo Fressato, da música Oração, foi um dos que participavam dessa segunda-feira autoral. Era a turma deles ali e depois gravaram o clipe da música, se tornando parte principal da composição da Banda Mais Bonita da Cidade, lembrou o jornalista”

O prefeito Rafael Greca também prestou uma homenagem a Tatára. “Músico curitibano e mestre de música. Boêmio e poeta. João Gilberto Tatára nos deixou. Entrou para a eternidade após uma linda e longa trajetória de talento e inspiração. Com suas noites “Segunda Autoral”, no bar onde era curador, foi muito importante para os jovens músicos da cidade”, declarou o prefeito Rafael Greca. “Possam os anjos velar seu repouso com cânticos de glória”, completou Greca.