A motorista de ônibus Salete Romane Kentop, 46 anos, ganhou destaque nas redes sociais dos curitibanos no início desta semana. O motivo? Salete, que trabalha na linha Ligeirinho Pinhais/Campo Comprido, em Curitiba, parou o ônibus no meio do caminho e se recusou a continuar viagem enquanto alguns passageiros não desocupassem os assentos preferenciais e dessem lugar aos idosos que estavam de pé.

O caso foi na última quinta-feira (23), na saída do Terminal do Campina do Siqueira, e ganhou repercussão quando a passageira Barbara Christiane Andrade, de 38 anos, publicou a história no Facebook. Somente na página de Barbara, o relato estava com 6,7 mil curtidas na tarde desta terça-feira (28). A postagem também foi para a página “Não recomendo/Recomendo em Curitiba!!!”, onde teve mais 9,6 mil curtidas.

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A passageira, que trabalha como cuidadora de idosos, considera nobre a atitude de Salete. “Com essa história, a Salete ganhou minha amizade. Isso é algo que eu também faria em respeito ao próximo”, comenta Barbara. “ Eu sou usuária do transporte público diariamente e nunca vi nada parecido com isso. É lógico, que ao descer no meu destino, sai correndo para parabeniza-lá”, publicou a passageira no post que viralizou.

Motorista Salete Romane Kentop é dura com os passageiros folgados. Foto: Colaboração

Salete conta que esse não foi um caso isolado. Motorista há 15 anos – oito somente na linha Pinhais/Campo Comprido –, ela revela que a maior parte dos passageiros respeita os assentos preferenciais. Mas quando alguém se senta nos bancos e ignora a presença de idosos, gestantes e pessoas com mobilidade reduzida, a motorista entra em ação.

“Não obrigo ninguém a sair das vagas, mas não coloco o carro em movimento. Muitas pessoas reclamam, mas os idosos e outros passageiros precisam de maior conforto na hora da viagem”, enfatiza a motorista, moradora de Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba.

A motorista enfatiza que só não interrompe a viagem para dar bronca nos passageiros folgados quando o ônibus está muito lotado. “Só não paro nesse caso porque realmente não consigo ver se os assentos estão com idosos ou não”, aponta a motorista.