Uma discussão entre um cliente e um segurança de um supermercado de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, por causa de uma máscara de proteção contra o coronavírus (covid-19) terminou em morte na tarde desta terça-feira (28). Segundo informações do local, o segurança atirou após os dois entrarem em luta corporal, na porta de acesso do estabelecimento. 

O cliente, de aproximadamente 60 anos, ficou ferido e precisou ser contido pela Guarda Municipal (GM) ao tentar fugir do local. Uma funcionária do hipermercado Condor, que também foi atingida por disparos, não resistiu aos ferimentos e morreu. A ocorrência foi registrada por volta das 15h30.

Uma ambulância do Siate foi acionada para socorrer as vítimas. O homem foi atendido dentro da ambulância e depois foi encaminhado para a Delegacia da Polícia Civil de Araucária. O segurança envolvido também foi para a delegacia. A funcionária já estava em óbito quando os socorristas chegaram.

Segundo a GM, a discussão na porta do supermercado começou com uma funcionária do estabelecimento, que teria informado ao cliente envolvido que o uso de máscara é obrigatório para compras no local. O cliente teria reclamado e se negado a usar uma máscara que o funcionário estava lhe cedendo gratuitamente. Ao ter seu aceso à loja bloqueado, ele desferiu um soco contra o funcionário, derrubando-o.

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Em seguida, em nova discussão, dessa vez com um segurança do local, o cliente partiu para cima do funcionário. Após uma luta corporal, quando segundo testemunhas o cliente tentou pegar a arma do segurança, um disparou aconteceu e acabou atingindo o cliente agressor de raspão. A briga continuou e um novo disparou acertou uma fiscal de loja que estava no local e tentava apaziguar os ânimos. 

A fiscal de loja tentou fugir, mas baleada, acabou sentando em um banco próximo à porta da loja e mesmo recebendo os primeiros socorros, perdeu muito sangue e morreu antes de ser levada ao hospital. O cliente tentou fugir, inclusive trombando com a vítima do disparo, mas foi contido e acabou detido. 

A GM explica que a reação do segurança para tentar proteger a arma pode ter causado os disparos que acabaram matando a mulher. O caso será investigado. O segurança esta detido sob a acusação de homicídio culposo. O cliente foi conduzido ao hospital, mas também será detido quando se recuperar e poderá responder também por homicídio e agressão.

O que dizem as empresas?

Em nota, a empresa de segurança lamentou a morte da funcionária do supermercado e disse estar à disposição da polícia para ajudar nas investigações. “A empresa lamenta profundamente o ocorrido e presta total solidariedade à família e aos amigos da vítima. Informamos que empresa está colaborando com as autoridades na busca de informações que possam contribuir para a investigação do caso”, informou o Grupo Protege.

O Condor enviou uma nota oficial para a imprensa lamentando profundamente o ocorrido em sua loja de Araucária e informa que está prestando todo o apoio e ajuda à família. “A empresa também está contribuindo com as investigações e prestando todos os esclarecimentos necessários para que as autoridades esclareçam os fatos”.


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