Um segundo de distração quase provocou um acidente fatal na manhã desta terça-feira (26), no quilômetro 4 do Contorno Norte, a PR-418, em Curitiba. Luciane Brito Bressan, que dirigia um Logan com placas de Santa Catarina, ficou gravemente ferida ao bater contra um caminhão e foi encaminhada de helicóptero ao Hospital do Trabalhador, mas não resistiu.

O acidente aconteceu por volta das 10h e, segundo o caminhoneiro, ele seguia em direção a Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Em um trecho de reta, a motorista do Logan, que seguia sentido a BR-277, invadiu a faixa contrária e colidiu de frente com o gigante.

Com o impacto, o Logan foi arrastado por alguns metros e os dois veículos pararam no acostamento. A mulher, presa às ferragens, foi retirada pelo Corpo de Bombeiros e resgatada de helicóptero pelo risco. 

Felipe Rosa
Mulher ficou presa às ferragens. Foto: Felipe Rosa. 

Segundo o socorrista Pereira, do Siate, Luciane teve múltiplas fraturas pelo corpo e, por ter ficado com as pernas presas ao veículo, os ferimentos eram gravíssimos. “Por sorte, ela estava sozinha no carro, pois se estivesse com outra pessoa, o passageiro teria morrido”.

No momento do socorro, Luciane ainda estava com o cinto de segurança. Ninguém soube dizer o que aconteceu, mas a possibilidade de ela ter sofrido um mal súbito foi praticamente descartada, pois, segundo a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), quando viu que bateria o carro Luciane freou.

Acidentes rotineiros

Os acidentes no Contorno Norte têm se tornado cada vez mais comuns. Segundo a PRE, o principal fator que causa as colisões é o abuso no limite da velocidade. “Não foi o caso desta colisão em específico, mas geralmente os motoristas pisam fundo no acelerador e esquecem de se preocupar com a estrada”, explicou o cabo Edir.

O limite de velocidade do Contorno Norte varia entre 60 a 80 quilômetros por hora, de acordo com o trecho. De acordo com os moradores, já se tornou rotina ouvir barulho das colisões e presenciar acidentes fatais da janela de casa.

Trânsito intenso

Por causa da colisão, o fluxo de veículos não chegou a ser interrompido, mas a rodovia foi fechada por aproximadamente 30 minutos para o resgate da vítima. Com a saída do helicóptero, o trânsito seguiu lento, mas por causa dos curiosos.

“Os curiosos são um dos principais fatores que também provocam novos acidentes. Nossa orientação é para que as pessoas não parem para ver uma colisão”, reforçou o cabo. A PRE multou motoristas que passavam e pararam atrapalhando o trânsito.