Ninguém quis arrematar uma das nove unidades do Suíte Vollard, mais conhecido como “prédio que gira”, na primeira hasta do leilão determinado pela 19ª Vara Federal de Curitiba, ocorrido nesta quarta-feira (06). A falta de arremate no primeiro chamamento é bastante comum, pois os bens são oferecidos pelo valor da avaliação. Na chamada “segunda hasta”, que vai acontecer na próxima semana (quarta-feira, dia 13 de junho), o arremate pode sair por até metade do preço.

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O leilão do Suite Vollard veio com o objetivo de sanar o imbróglio fiscal do edifício. Com isso, quem sempre sonhou em morar no curioso empreendimento, agora vai ter essa chance pagando um preço bem menos salgado. Os valores desta quarta giraram em torno dos R$ 630 mil por unidade, praticamente uma bagatela em comparação aos valores de lançamento, que giravam em torno dos R$ 2,3 milhões. Na semana que vem os lances iniciais começam por 60% do preço de avaliação.

Sobre o Suíte Vollard

Inaugurado em 2004 como um dos empreendimentos mais ousados do mercado imobiliário, o Suíte Vollard nunca foi ocupado por conta de uma série de problema judiciais enfrentados pela Construtora Moro, responsável pelo edifício. Somados a isso, os altos valores de venda espantaram os possíveis compradores na época, já que cada apartamento custava em torno de R$ 2,376 milhões.

Localizado num ponto privilegiado da cidade, o prédio conta com 11 lofts de 270 metros quadrados cada. Cercados por janelas, os apartamentos oferecem vista 360° da cidade e trazem a vantagem de receberem luz do sol a qualquer hora do dia. Não foram essas características, no entanto, que mais chamaram a atenção do público no lançamento do Suíte Vollard, mas sim, o mecanismo que permite a cada um dos lofts girarem independentemente no sentido horário ou anti-horário, conforme a preferência do morador.

Inabitado, o edifício acabou virando apenas ponto de referência e entrando para o imaginário popular quase como lenda urbana. Sem ninguém pra comprovar o fato, a dúvida era: “gira ou não gira?”. Em março, a Tribuna do Paraná esteve no prédio e confirmou: ele gira sim! Tudo graças a um sistema de motores instalados na parte externa dos lofts, que, quando em funcionamento, acionam um mecanismo de rodas dentadas, fazendo com que os apartamentos girem independentemente.

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Mais informações: (41) 3029-8555.