O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) apresentou, nesta quinta-feira (16), ao prefeito Rafael Greca, o protótipo de novas barracas para a Feira de Arte e Artesanato Garibaldi, a conhecida Feirinha do Largo da Ordem.

A proposta, validada pelo prefeito, é a da substituição das estruturas atuais, já desgastadas pelo tempo, e que não oferecem mais a segurança necessária e praticidade aos feirantes. “As novas barracas aliam a sua utilidade à beleza. São exemplos de design curitibano. A partir do aniversário de 329 anos de Curitiba, em 2022, farão parte da nossa identidade cultural”, afirmou Greca.

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Como serão

O protótipo tem estrutura projetada com sistema retrátil de montagem e desmontagem e cobertura para proteger os feirantes e clientes do sol e da chuva. A nova barraca tem armação em aço galvanizado, aparadores em madeira certificada e conta com lonas em laminado em PVC flexível colorido, reforçado com tecido de poliéster de alta tenacidade, na cobertura e nas laterais. As medidas são 4m² de área útil (2mx2m), sendo a cobertura 2×3 para abrigar do sol e da chuva. 

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“Duas pessoas conseguem montar a barraca, em cerca de dois minutos. Ela foi projetada para garantir mais conforto aos feirantes e clientes e praticidade na montagem, no transporte e no armazenamento”, explicou o arquiteto do setor de Projetos do Ippuc, João Guilherme Dunin, autor do projeto. Segundo Dunin, a escolha dos materiais foi pensada para a utilização em longo prazo e para ter durabilidade, resistência e ser de fácil substituição se necessário.

O Instituto Municipal do Turismo está elaborando um termo de referência que fará parte do edital de licitação para contratação da fabricação das estruturas. A estimativa é a de que sejam feitas 1.300 e 1.400 barracas para atender aos feirantes do Largo, custeadas com recursos do Tesouro Municipal.

Aprovadas pelo prefeito Rafael Greca, novas barracas desenhadas para a Feira de Artesanato do Largo da Ordem. Foto: Divulgação/IPPUC

O desenho

Para desenhar o protótipo, João Guilherme Dunin se inspirou em uma gravura do pintor neoclássico francês Jean-Baptiste Debret, datada de 1835, que retrata vendedores de carvão e de milho.

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“Nos traços da gravura de Debret está uma barraca com uma articulação no topo e uma cobertura sobre ela. No protótipo, o desenho da articulação foi feito em X, para permitir o fechamento em peça única”, explica o arquiteto do Ippuc.

A articulação em X também possibilita mais espaço de exposição de produtos e de atendimento ao público, livre de pilares e apoios.

Jean Baptiste Debret fez parte da Missão Artística Francesa ao Brasil, em 1816. Instalou-se no Rio de Janeiro e, a partir de 1817, tornou-se professor de pintura. Em 1818, foi o responsável pela decoração para a coroação de D. João VI, no Rio de Janeiro. De 1823 a 1831, foi professor de pintura histórica na Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro, atividade que alternou com viagens para várias cidades do país. Deixou o Brasil em 1831, retornou a Paris onde editou o livro Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, em três volumes, ilustrado com aquarelas e gravuras produzidas com base em seus estudos e observações.

Novo normal

A disposição das novas barracas irá respeitar a faixa acessível implantada no Centro Histórico, bem como terá afastamento entre as estruturas, garantindo a mobilidade dos trabalhadores e visitantes da feira. Com o novo desenho proposto, a entrada dos feirantes será pela parte de trás da barraca.

Com as restrições impostas pelo novo coronavírus, a Feirinha do Largo opera com 50% da capacidade, não excedendo 600 barracas aos domingos e 300 aos sábados.

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Nesse período de pandemia as regras para a prevenção e controle da covid-19 definem como necessário: 

I – Distanciamento de 2m;
II – Uso obrigatório de máscaras; 
III – Disponibilização pelos artesãos de álcool 70% ou sanitizantes de efeito similar para uso próprio e de clientes; 
IV – Organização de filas para evitar aglomerações; 
V – Presença de apenas um artesão por barraca; (exceção para barracas de alimentação, que devem obedecer o distanciamento de 1,5m) 
VI – Recomendação para que seja evitada a possibilidade de manipulação dos produtos a serem comercializados pelo público em geral; (ou que seja utilizado álcool em gel antes e após o manuseio) 
VII – Colocação de cartazes de orientação e utilidade pública referentes à prevenção da covid-19, a serem disponibilizados pelo Instituto Municipal de Turismo.

A conhecida Feirinha do Largo acontece desde 1973, tendo sido originada a partir de exposições de comunidades hippies da cidade. Até hoje, a feira é conhecida como alguns como Feirinha Hippie. 

A feira tem coordenação do Instituto Municipal de Turismo. Os comerciantes oferecem aos visitantes produtos gastronômicos e artesanais feitos em produtos como madeira, tecidos, pedras e metais. Antes da pandemia, havia 1.270 barraquinhas da feira com uma circulação de cerca de 20 mil visitantes todos os domingos.

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