A obra de transposição de água do Rio Capivari, em Colombo, até a Barragem do Iraí, no Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC), está em ritmo acelerado. A previsão de entrega da fase emergencial ficou para setembro de 2021, e assim, serão 700 litros de água por segundo chegando ao sistema. Apesar de garantir maior volume de água, o rodízio no abastecimento nos bairros de Curitiba e região, pouco deve se alterar nos próximos meses.

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Para entender a logística, na unidade de captação, já foram construídos o canal de entrada e a barragem de nível no Rio Capivari, que irá funcionar com três bombas com potência de 117 hp cada. Também foram assentados os 10 quilômetros de tubulação para levar a água. Em um dos trechos, foi construído um túnel com extensão de 57 metros que faz a travessia da tubulação sob a Estrada da Ribeira (BR-476). A água vai percorrer um caminho de 26,7 quilômetros para ser tratada nas estações do Iraí e do Iguaçu.

Ajuda na estiagem

Quando executada esta primeira parte da obra, ela não vai resolver completamente a questão do rodízio no abastecimento. No entanto, vai ajudar em momentos de maior estiagem em Curitiba e Região Metropolitana. “Não resolve o problema, mas traz o benefício bem importante. É uma vazão que vai amenizar em uma situação critica. O rodízio pode ser reduzido em momentos de falta d´água, e mais segurança ao sistema produtor”, disse a engenheira da Sanepar, Rakelly Giácomo, em entrevista a RPC.

A Sanepar antecipou parte do projeto para minimizar os efeitos da crise hídrica que afeta o abastecimento de água na região há mais de um ano. Para 2025, o local também irá tratar a água, ou seja, ela será incorporada de forma permanente ao Sistema de Abastecimento Integrado da Região Metropolitana. As adutoras implantadas agora para levar água bruta para o sistema Iraí, daqui quatro anos, irão levar água tratada e serão conectadas ao reservatório Monte Castelo, já existente, e ao futuro reservatório Roseira.