A construção da Barragem do Miringuava, em São José dos Pinhais, foi retomada no início de abril após seis meses parada. As obras foram interrompidas em outubro de 2021 por questões climáticas. Mesmo motivo que pode levar a um novo atraso no reservatório, cuja conclusão está prevista para 2022, mas que já deveria estar em operação desde o fim de 2020.

“As condições climáticas que forem registradas nos próximos meses são fundamentais para que as obras do Miringuava sejam concluídas dentro do prazo previsto. Caso a ocorrência de chuvas for elevada nos próximos meses, pode haver atraso na data de conclusão das obras”, admite a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) em resposta a questionamentos encaminhados pela Gazeta.

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A represa é a principal aposta da Sanepar para reforçar o abastecimento em Curitiba e Região Metropolitana, cujas cidades ficaram os dois últimos anos sob racionamento de água por causa da estiagem. O Miringuava terá capacidade para 38 bilhões de litros de água, o equivalente a 2 mil litros por segundo. O reservatório vai aumentar em 25% a capacidade do sistema, que hoje opera com quatro barragens capazes de armazenar o total de 150 bilhões de litros de água.

Para fazer a contenção de terra na barragem, o solo precisa estar seco para garantir a segurança dos operários. Caso contrário, a umidade se infiltra, podendo causar movimentação de grandes blocos de terra que podem cair sobre os trabalhadores. Como o verão é a estação mais chuvosa do ano, a Sanepar escolheu paralisar as obras do Miringuava no fim de outubro de 2021 para que não houvesse riscos.

A previsão era de que as obras ficassem paralisadas até março, mês em que o verão se encerrou. Porém as chuvas – fundamentais para o fim do racionamento em janeiro -, prolongaram-se. O que forçou a Sanepar a só retomar os trabalhos no início de abril. Nos seis meses sem trabalho nos canteiros, houve apenas manutenção das obras já executadas na barragem.

Revisão do planejamento

Na volta aos trabalhos, a Sanepar teve que rever o planejamento após seis meses de paralisação. Isso porque as chuvas podem atrapalhar mais uma vez as obras do Miringuava.

A companhia explica que a conclusão do maciço da barragem e suas estruturas depende das condições climáticas dos próximos meses. Com o agravante de que a barragem é próxima à Serra do Mar, área naturalmente úmida – o que vai ajudar muito no fornecimento de água quando a represa estiver em operação, mas que agora põe em risco o cronograma da construção.

A companhia vem tentando amenizar os impactos climáticos para que as obras possam avançar. “Por meio de análise técnica prévia da empresa projetista, a Sanepar já tomou diversas ações para possibilitar o avanço do aterro com maior velocidade, tentando minimizar o impacto das condições climáticas desfavoráveis. Entre as ações estão o aumento das áreas de jazida de solos, aumento do limite do teor de umidade de solos permitido, aumento das camadas de compactação do aterro e a instalação de galpão inflável para o estoque de material tratado (seco) a ser aplicado no aterro”, explica a empresa

Um alento para a Sanepar é a proximidade do inverno, que vai de 21 de junho a 22 de setembro. Por ser a estação mais seca do ano, o período pode proporcionar um avanço nos canteiros do Miringuava. “O inverno normalmente apresenta menores índices pluviométricos, favorecendo a execução do aterro da barragem, que exige baixos teores de umidade para ser executado”, aponta a Sanepar.

Preenchimento do espelho de água

A companhia de saneamento acredita que a partir do segundo semestre de 2022 o reservatório do Miringuava comece a ser preenchido de água. Para isso, a Sanepar aguarda autorização estadual do Instituto Água e Terra (IAT) e federal do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) para derrubar a vegetação onde a água será armazenada.

A previsão é de que o reservatório fique completamente cheio no segundo semestre de 2023. Porém, mais uma vez, a quantidade de chuva vai definir o ritmo do armazenamento. A represa será abastecida com água do Rio Miringuava e seus afluentes, cujos níveis dependem do volume de chuva registrado na região.

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