Comerciantes da região do viaduto que liga as ruas João Miqueletto e Eduardo Pinto da Rocha sobre a linha férrea, no Alto Boqueirão, em Curitiba, sentiram o movimento de clientes cair após o local ser interditado para manutenção devido às anomalias detectadas na estrutura pela ação do tempo. O viaduto foi fechado temporariamente para a passagem de veículos no dia 14 de março deste ano. A previsão do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) era de seis meses de fechamento, para obras de reparo provisório, mas o prazo pode se estender por mais tempo.

Segundo o Ippuc, o bloqueio de acesso ao viaduto, inicialmente estimado para durar seis meses a contar da interdição, seguirá até que seja avaliada a viabilidade do escoramento provisório da estrutura. Em nota, o Ippuc informou que o relatório final das condições de estabilidade e durabilidade da estrutura está em fase de conclusão. “Quando entregue ao Ippuc pela empresa contratada será analisado e avaliado pelos fiscais técnicos do contrato para então ser remetido à Secretaria Municipal de Obras Públicas (SMOP) para que seja licitada a execução do escoramento, se essa medida for viável conforme a análise a ser feita”, diz o texto.

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A demora para a definição de um prazo para reabertura do viaduto, que agora depende de novas análises, tem deixado os comerciantes da região incomodados. Para a Tribuna, eles disseram que o movimento de clientes caiu. Quase dois meses se passaram desde a interdição e ainda não há empresa trabalhando na reforma. Os comerciantes comentaram ainda que são poucas as informações a respeito do andamento do novo projeto.

“Se você passar por todo o comércio, você ouvirá a mesma reclamação. Teve loja que fechou, por não aguentar a falta de cliente. Mas o que incomoda mais é a falta de certeza. Falta de um prazo pra que possamos nos organizar”, reclamou o empresário Anderson Liberato, 37 anos, dono de uma loja de celular.

“Tem também a troca de itinerário do transporte coletivo. Mudou linha de ônibus, o que atrapalha o movimento de pessoas, mas também atrapalha quem depende do transporte. Meu filho, por exemplo, tem tido transtorno com horário, ônibus lotado, tem que esperar o próximo e isso gera atrasos. Não sabemos até quando isso vai. Ficamos sem alternativas. Até entregador ou motorista de aplicativo sofre pra nos atender”, lamentou Marco Antonio Plassa Ortiz, 51 anos, dono de uma papelaria.

Protesto

Um vídeo que passou a circular pelas redes sociais no domingo (15) à noite mostra um grupo pessoas não identificadas retirando do lugar as manilhas que bloqueiam a passagem de veículos pelo viaduto. O local amanheceu aberto para o tráfego nesta manhã de segunda-feira (16), segundo o jornal Meio Dia Paraná, da RPC.

Por volta do meio-dia, conforme mostrou a RPC, equipes da prefeitura já haviam recolocado as manilhas no lugar. O viaduto segue interditado até a conclusão das obras.

Segundo o Ippuc, a interdição do viaduto que liga as ruas João Miqueletto e Eduardo Pinto da Rocha se deu devido ao risco da estrutura ruir por conta dos danos causados pela ação do tempo. “A medida foi necessária e urgente para garantir a segurança de quem transita pelo local”, diz a nota. O que apontou a necessidade da interdição foi relatório prévio como parte do trabalho de verificação das condições estruturais de pontes, viadutos e trincheiras da cidade, contratado pelo instituto.

Solução definitiva

A solução definitiva ainda não está definida e não tem prazo. Ela seria a reconstrução do viaduto. O Ippuc aponta que será necessário novo projeto, para o qual já está sendo elaborado Termo de Referência (TR) para embasar a licitação. O instituto informou que somente após licitado e concluído o projeto será possível licitar a obra da recuperação definitiva do viaduto, conforme as regras licitatórias que regem as intervenções do poder público.

O viaduto fica sobre a via férrea, uma área de domínio da concessionária RUMO, que opera o ramal ferroviário.

Rotas alternativas

Com o bloqueio do viaduto ao trânsito de veículos e pedestres, o tráfego foi desviado pelo seguinte trajeto: quem segue pela João Miqueletto no sentido do viaduto tem que virar à esquerda na Eduardo Pinto da Rocha e à direita na Rua Guaçuí, seguindo à Tijucas do Sul, depois à direita na Rua Ourizona rumo à Danilo Pedro Schreiner.

Para quem está próximo ao trecho da Eduardo Pinto da Rocha que se liga à João Miqueletto após o viaduto, o acesso é pela Danilo Pedro Schreiner e sua continuação até Rua Ourizona e conversão à Rua Coronel Joaquim Antônio de Azevedo, seguindo até a Nova Aurora e à Tijucas do Sul, conectando ao seu prolongamento Rua Guaçuí.

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