As obras viárias inacabadas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Copa seguem trazendo transtornos para quem mora ou trabalha em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, como já mostramos na Tribuna, a última vez, no início de julho deste ano. Na manhã de ontem, quem sofreu mais uma vez as consequências geradas pelas intervenções que demoram a ser concluídas foi o comerciante Guilherme de Lorena, 24, que tem um restaurante na Rua Arapongas, localizada na região do Corredor Aeroporto-Rodoferroviária.

Iniciada em meados de 2014, a obra na Rua Arapongas dará origem a uma trincheira, que criará um binário com Rua Maringá. No entanto, há meses as obras seguem sem avanços, em estágio inicial, o que deixou a rua sem pavimentação e praticamente intransitável. No local, atualmente são feitas apenas ações de manutenção da via.

“Fiquei irritado hoje [ontem] pela manhã. A gente só abre para o almoço e por volta das 10h as máquinas e os operários chegaram para jogar pedra e mexer na rua, que vai receber a festa de São Cristóvão na semana que vem, realizada pela Paróquia que fica aqui ao lado. Além disto, eles reviraram todo o lugar onde os clientes estacionam”, diz Guilherme.

Segundo ele, o problema não foi a execução do serviço, mas o horário em que ele foi feito, trazendo ainda mais dificuldades para os clientes do restaurante. “É uma falta de respeito com o comércio da rua, já tão prejudicado. Eles deixaram a máquina aqui na frente e onde foi revirado virou um lamaçal. Imagina você chegar ao restaurante, parar seu carro longe e ainda ter que passar pela lama. Poderiam ter feito isto à tarde ou em um horário alternativo”, relata o comerciante, indignado, que não culpa os operários, mas os responsáveis pela obra.

A obra

Executada pela Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), segundo o órgão estadual, para que os trabalhos sejam retomados e concluídos há necessidade da entrega do relatório final da empresa de consultoria técnica contratada após a falência da construtora que iniciou os trabalhos. Só depois disto será lançado o edital de licitação para contratar a nova empresa. Depois desse prazo será retomado o cronograma de obras. Quando os serviços reiniciarem, a previsão é que o Corredor Marechal Floriano esteja pronto em até 90 dias e o Aeroporto-Rodoferroviária, em cerca de oito meses.

Ainda de acordo com a Comec, os recursos para a conclusão das obras em São José dos Pinhais estão previstos e vigentes junto ao Ministério das Cidades, através de financiamentos da Caixa Econômica Federal, com contrapartida do Tesouro do Estado. Na obra do Corredor Aeroporto-Rodoferroviária até o momento já foram pagos R$ 45,7 milhões e 73% da obra foi executada.

A prefeitura de São José dos Pinhais, por meio da Secretaria de Viação e Obras Públicas, informou que as ações de obras na Rua Arapongas são de competência do Estado, não tendo na data de hoje a intervenção por parte de equipes do município.