Com as mudanças identificadas na nova cepa da Covid-19, o protocolo de cuidados, isolamento e detecção da doença também mudaram. A primeira alteração é no tempo de isolamento, que antes era de 14 dias para pessoas que apresentavam sintomas respiratórios. Atualmente, a Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba recomenda que os serviços de saúde (públicos e privados) apliquem o termo de isolamento de sete dias para todas as pessoas com sintomas e casos com resultado positivo para covid-19 ou gripe.

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Segundo a infectologista e professora do curso de Medicina da Universidade Positivo, Viviane de Macedo, essa mudança no tempo de isolamento aconteceu por conta do maior conhecimento sobre o comportamento do vírus. “Com os estudos, verificou-se que na variante original tinha uma redução de replicação do vírus no oitavo dia e, com isso, no décimo dia a pessoa não teria mais capacidade de transmissão. Nessa nova variante, Ômicron, alguns estudos iniciais mostram que a replicação é muito importante antes dos sintomas, em torno de 24 horas, e depois de dois dias. Lá pelo terceiro ou quarto dia já há uma queda, principalmente nos vacinados”, relata.

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Porém, o novo protocolo vale, principalmente, para os pacientes sem sintomas. “Febre é o principal sintoma. Os outros, com tosse e coriza, podem persistir mais tempo. Mas o que a gente pede é que a pessoa só saia do isolamento se não tiver mais febre, esse é o principal. E claro, se ela ainda tiver mau estar ou não tiver condições clínicas, o médico irá avaliar e, provavelmente, manter o afastamento. Além disso, o cenário muda completamente para pessoas com sintomas mais agressivos, como problemas de oxigenação ou renais, por exemplo”, explica a infectologista.

Novos sintomas

Além do isolamento, os sintomas também mudaram e, por isso, é importante que a população fique atenta a todos os sinais de possíveis sintomas. “Pode começar com uma coriza, uma dor de garganta leve ou até uma cefaleia (dor de cabeça). São, principalmente, sintomas característicos de um resfriado, uma gripe. Pode ser até um pigarro, uma coceira na garganta. E alguns tem aquilo que era muito falado no começo da pandemia, como perda de paladar e olfato. As pessoas devem ficar atentas ao mínimo, se alguém tem rinite e ela está um pouco mais forte, é um sinal de alerta, ou um cansaço maior que o comum”, salienta.

Em caso de sintomas, a população também deve ficar atenta ao momento correto para procurar os testes para o diagnóstico. Segundo Viviane, é preciso esperar pelo menos três dias após o aparecimento do primeiro sinal da doença. “Além do tempo, é importante que as pessoas fiquem atentas ao tipo de teste e resultado. A partir do terceiro dia de sintomas, o teste de antígeno tem sido bem eficaz. Mas caso ele dê negativo e a pessoa tenha familiares doentes ou sintomas muito característicos, o ideal é fazer o PCR para ter o diagnóstico mais preciso”, finaliza.

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