A partir desta quinta-feira (2), os ônibus de Curitiba só poderão circular com passageiros sentados. A medida vale por 14 dias, dentro do decreto municipal publicado nesta quarta-feira (1.°) com medidas mais rígidas para conter o avanço do coronavírus, seguindo as orientações do decreto estadual assinado pelo governador Ratinho Jr.

De acordo com a Urbs, empresa municipal que gerencia o transporte coletivo na capital, ao atingir a lotação dos bancos os ônibus não embarcarão mais passageiros. À medida que sobrarem assentos, os veículos voltam a receber novos passageiros.

LEIA MAIS – Associação Comercial critica poder público: “leis deveriam ter sido mais duras pra não chegar no decreto”

O decreto municipal, inclusive, estipula multa para as empresas do transporte coletivo se a determinação for desrespeitada. A multa é de R$ 50 por passageiro que estiver de pé no ônibus.

Serviços essenciais

A prefeitura reforça que durante a validade do decreto, somente passageiros que trabalham em serviços essenciais ou que precisam destes deverão usar o transporte coletivo nos próximos 14 dias. Assim, a expectativa da Urbs é de que a quantidade de passageiros caia em torno de 70% no período de quarentena severa, já que serviços como comércio não vão funcionar no perído de 14 dias.

VIU ESSA? – Greca garante que Curitiba tem estoque de remédios pra internamentos de covid-19

“Não temos como fiscalizar todos os passageiros, são 270 mil usuários e 9,5 mil viagens por dia. A população e as empresas precisam entender a gravidade da situação. Vamos monitorar diariamente o movimento no transporte coletivo e esperamos também que, após essas duas semanas, haja um escalonamento nos horários dos setores para que não tenhamos aglomeração nos horários de pico”, afirma o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto.


A Tribuna precisa do seu apoio! 🤝

Neste cenário de pandemia por covid-19, nós intensificamos ainda mais a produção de conteúdo para garantir que você receba informações úteis e reportagens positivas, que tragam um pouco de luz em meio à crise.

Porém, o momento também trouxe queda de receitas para o nosso jornal, por isso contamos com sua ajuda para continuarmos este trabalho e construirmos juntos uma sociedade melhor. Bora ajudar?