Cinco outdoors foram  espalhados por Curitiba pelo Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol) em pontos de grande movimentação e por onde o governador Beto Richa costuma passar, segundo a entidade. Com mensagens como “Paraná Inseguro” e

“Polícia sucateada só interessa ao bandido”, os painéis trazem números de crimes neste primeiro trimestre e a quantidade de policiais para investigá-los – a fim de ressaltar o baixo efetivo da corporação. De acordo com o presidente do Sinclapol, André Gutierrez, os outdoors foram colocados na quarta-feira  (10) e a intenção é aumentar  a quantidade. Um deles mostra que 2.544 veículos foram furtados ou roubados na capital nos três primeiros meses de 2016, e 39 policiais estão responsáveis pelas investigações. Outro, na Avenida das Torres, aponta que no período ocorreram 8.722 homicídios e roubos na cidade, investigados por 75 policiais.

A Polícia Civil está em estado de greve. Neste mês já houve duas paralisações. A classe   reivindica: troca dos coletes balísticos vencidos, aprovação do novo estatuto da Polícia Civil, pagamento de promoções e progressões atrasados desde 2014, realização de concurso para  contratar escrivães, e deixar de fazer a guarda dos presos nas carceragens – o que eles  consideram desvio de função. O objetivo da campanha, segundo André, é esclarecer à população sobre as necessidades da corporação para que seja prestado um bom atendimento.

Nunca antes…

Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) informa que o Departamento da Polícia Civil do Paraná reconhece e negocia a possibilidade de  abertura de novos concursos para contratar mais policiais.

Segundo a secretaria, o cenário é muito melhor que na gestão anterior: o número de investigadores cresceu 26% entre dezembro de 2010 (2.246) e agosto de 2016 (2.843). Conforme a Sesp, com a recente contratação de 65 delegados, a PC alcançou o maior número de delegados da história do Paraná. Desde o atual governo já contratou 1.780 policiais civis, que hoje representam praticamente 40% do efetivo total.