Um pedido simples realizado por uma criança de 11 anos internada no Hospital Nossa Senhora das Graças movimentou a equipe do hospital na tarde de ontem (14). “Eu não imaginava que fariam isso para o meu filho, então fiquei muito feliz e ele mais ainda!”, conta Sidineia Rodrigues Zanatta.

Mãe do pequeno Kaique Rodrigues Zanatta, que luta há anos contra uma síndrome rara, ela viu seu filho receber uma verdadeira festa no quarto do hospital. “Ele queria muito comer um algodão doce, mas possui uma dieta bem restrita e ainda precisa cuidar com qualquer coisa comprada por risco de contaminação. Só que a equipe do hospital conseguiu uma máquina de algodão doce e trouxe no quarto dele. Foi muito emocionante ver o rosto do meu filho, que ficou assustado no começo e depois imensamente feliz”, afirma a mãe.

De acordo com o médico Lisandro Lima Ribeiro, que atua no hospital há 15 anos, a ideia de adoçar a tarde do pequeno e dos outros pacientes da área de hematologia e oncologia pediátrica surgiu na semana passada em uma visita de rotina. “O Kaique me disse que estava com muita vontade de comer algodão doce e perguntou se podia. Aí eu falei que iríamos providenciar o doce pra ele”, conta.

Segundo o doutor, a equipe procurou a guloseima pela região, mas não conseguiu encontrar o doce dentro dos padrões para levar ao hospital. “Então, por coincidência, eu fui ao encerramento das atividades de escola das minhas filhas em Santa Felicidade e vi que o salão de festas tinha uma máquina de fazer algodão doce que estava brilhando”.

Com uma máquina bem higienizada como aquela seria possível alegrar o pequeno sem colocá-lo em risco, então o médico não pensou duas vezes. “Na segunda-feira nós entramos em contato com a empresa Espaço da Criança e eles se prontificaram a virem até o hospital e fazer o algodão doce dentro do quarto do Kaique. Eles fizeram algodão para todos os pacientes da unidade. Foi uma tarde muito especial!”, garante.

Ações que transformam

Segundo o doutor, atividades como essa possuem impacto positivo no tratamento dos pacientes e também na rotina do hospital. “Eu sempre invento esse tipo de coisa porque é bom pra todo mundo já que traz energia para o ambiente. Normalmente no hospital o clima é muito pesado, então quando temos uma oportunidade como essa de descontrair e trazer alegria nós temos que aproveitar!”, garante.

Sidneia concorda com o doutor e sabe como esse gesto simples fez diferença. “Pode parecer algo pequeno, mas para o meu filho foi algo maravilhoso porque ele queria muito. Então, só tenho que agradecer”, finaliza.

Assista a surpresa: