Parceria, amor e superação. Assim pode se definir o amor entre pais e filhos, mas uma família residente no bairro Tarumã, em Curitiba, reforça que em momentos de incertezas e dúvidas, a união e o esporte possibilitam um sentimento que em palavras é difícil descrever. São mais de 500 km levando o filho em uma cadeira especial pelo Brasil em maratonas, e servindo de inspiração para as pessoas, encarando de frente adversidades como um verdadeiro super-herói.

A relação entre o comerciante Sérgio Luiz de Paula, 53 anos, com a corrida é antiga. Há 30 anos participa de eventos desportivos, mas a vida do atleta não é somente formada em melhorar tempos individuais ou mesmo vencer uma prova diante de vários concorrentes. Tratar lesões é algo normal para quem está no esporte, mas diante de uma agitada rotina dentro de casa e no trabalho na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), a decisão foi de dar um tempo em 2003.

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Uma história comum entre tantos desportistas, mas um exemplo dentro de casa não deixaria Sérgio se aposentar. Lucas Ferreira, 28 anos, é portador de microcefalia, um raro distúrbio neurológico em que o cérebro da criança não se desenvolve completamente. A criança com microcefalia geralmente tem diferentes graus de deficiência intelectual, que afeta a fala, funções motoras, e outros problemas associados com anormalidades neurológicas.

Lucas é filho do primeiro relacionamento de Telma, atual esposa de Sérgio, ou seja, não existe biologicamente parentesco entre os dois. No entanto, o padrasto hoje é considerado o verdadeiro pai. O amor incondicional com a dupla é percebido com o olhar e o esporte só aumentou o sentimento de amor. Em 2015, Telma comentou com o marido de uma reportagem de um grupo de Curitiba chamado Guerreiros da Roda que levavam pessoas com necessidades para passear e curtir a cidade. “Com essa cobrança, ganhei motivação para voltar a correr. Digo hoje que na verdade, eu voltei pelo Lucas e corro por ele. Ele fica mais feliz, animado e ganha qualidade de vida”, disse Sérgio que empurra uma cadeira especial durante todo o percurso de uma maratona. Juntos correram mais de 500 km, participando de várias corridas pelo Brasil, entre elas a São Silvestre, em São Paulo.

Força no braço e amor no coração

A cadeira em que o Lucas fica sentado pesa em média 27 quilos. Ela é de ferro com três rodas, freio nas mãos como se fosse uma bicicleta, banco de couro, buzina e cinto de segurança. O controle é feito exclusivamente por Sérgio, que precisa direcionar o caminho e manter o embalo para a corrida. Com a cadeira e o peso do Lucas, Sérgio leva com a força dos braços um peso total de 60 quilos. “Correr empurrando uma cadeira não é fácil, mas viramos exemplos aos outros. Não existe uma corrida que não apareçam duas ou três pessoas que valorizem a nossa união. Isso é incentivo para não parar de correr com ele.  É muito gratificante, pois tem que buzina e pede para registrar por foto”, comentou Sérgio que costuma treinar na Victor Ferreira do Amaral, principal rua do bairro.  A presença de Lucas depende da questão meteorológica, pois em dias de frio ou chuva, o filho fica em casa para se preservar.

Sérgio não pensa em parar de correr e só projeta o novo desafio. “Sou um homem realizado, pois sei que faço a diferença na vida do Lucas. Tenho a consciência de que ele também faz  essa mesma diferença na minha vida, pois não sou o pai biológico  do Lucas, eu crio ele desde que ele tinha 5 anos. Ainda tem a Isabela, o Gabriel e Matheus que são nossos filhos, e que amam o Lucas. Eu faço a minha parte, pois sou um pai normal. Eu erro e acerto, mas tento sempre fazer o melhor para eles”, completou Sérgio que já fez a inscrição para a sexta participação da dupla na São Silvestre, em dezembro.

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