Ainda dentro das ações que o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR) promove no mês de homenagens à categoria, o presidente da entidade, Célio Martins, e a diretora de Ação para a Cidadania, Thea Tavares, se reuniram em audiência, na última quarta-feira (20), com o procurador do Trabalho Alberto Emiliano de Oliveira Neto.

O objetivo do encontrou foi tratar do avanço da violência contra jornalistas nos últimos anos e da formulação de iniciativas que objetivem coibir as agressões aos profissionais da imprensa, bem como fazer frente a essa realidade adversa, que cerceia e ameaça a liberdade de informação à sociedade.

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“Cada ameaça e agressão aos profissionais da imprensa, no sentido de impedir o exercício profissional e também a livre manifestação do pensamento, significa um ataque direto à democracia e atinge por tabela o interesse público da população paranaense”, disse o presidente do SindijorPR.

O procurador recebeu dos diretores do sindicato um apanhado dos registros de violência contra a categoria, com base em levantamentos e indicadores de diversas fontes, como o relatório da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e estudos feitos pela Associação Brasileira de Jornalistas Investigativos (Abraji), organizados pelo SindijorPR, que apontam que mais da metade das agressões contra jornalistas nos últimos cinco anos aconteceram em coberturas de pautas políticas, a exemplo dos atos de protestos e das manifestações de rua.

No sentido de enfrentar essa situação, o Sindicato já realizou o mesmo debate na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), no último dia 11 de abril, e tem audiência marcada para a próxima semana também com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR), desembargador Wellington Emanuel Coimbra de Moura. “Tendo em vista que 2022 é um ano de eleições, é importante pactuar com os poderes públicos compromissos e ações conjuntas que possam propiciar um ambiente de trabalho menos nocivo e o mais seguro e respeitoso possível para a cobertura jornalística”, argumentou a diretora Thea Tavares.

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Na audiência com o procurador do MPT-PR, Alberto Emiliano, ficou definido que o Sindijor encaminhará ao órgão um dossiê com o registro dos casos de violência contra jornalistas no Paraná, ocorridos nos últimos anos, com as ações e medidas decorrentes do acompanhamento desses casos e ainda com informações a respeito do protocolo adotado pela entidade sindical e pelas empresas de comunicação na proteção e garantia da integridade física e emocional dos profissionais que sofreram as agressões apontadas.

O procurador se colocou à disposição do Sindicato para dar atenção à pauta e mencionou também o trabalho realizado pelo Núcleo de Prática e Incentivo à Autocomposição do Ministério Público do Paraná (Nupia), como forma restaurativa e mais humanizada de lidar com diversas situações e responsabilizações no escopo do interesse da categoria.

Em sintonia com a necessidade de combater as diversas formas de violência contra os jornalistas, o procurador destacou a importância da atuação sindical na defesa corporativa e, por extensão, do ambiente democrático: “Costumo dizer que os sindicatos se consolidaram como atores de relevante importância na tutela dos direitos sociais e da democracia”, disse.

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