O Paraná recebeu, neste domingo (21), 200 cilindros de oxigênio abastecidos vindos do estado do Amazonas, por meio da Operação Gratidão, como forma de agradecimento e reciprocidade pela ajuda prestada em momentos anteriores aos amazonenses. A crise não é na produção de oxigênio, mas na falta de cilindros para o envasamento, o que levou o governador Ratinho Jr (PSD) a requisitar o envio dos tubos usados no colapso de Manaus (AM), em fevereiro, para ajudar os hospitais do Paraná. O governo pede, inclusive, ajuda para empresários que trabalham com cilindros como os que armazenam oxigênio.

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De acordo com o secretário estadual de saúde, Beto Preto, o Paraná estaria precisando perto de 1000 a 1200 cilindros para ser entregues aos seus municípios. Deste número recebido do Amazonas, 20 foram encaminhados primeiramente para São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

“Recebemos 200 cilindros que vieram cheios e preparados para o uso e 20 foram para São José dos Pinhais. Estes tubos retornam na terça-feira (23) e o pior momento do oxigênio é relacionado com as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de municípios que tem contrato menores e muitas das vezes com intermediários de compra e venda com este tipo de produto. Os pacientes que estão entubados precisam mais e o gasto aumentou em quase seis vezes”, disse Beto Preto em entrevista para a RPC.

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Apelo aos empresários

Beto Preto ainda pediu o auxílio de empresários que possam ceder os cilindros para o estado. Segundo ele, a Defesa Civil irá divulgar nos próximos dias um telefone de contato para que se possa realizar este empréstimo. “Faço um pedido às indústrias, que utilizam cilindros e que possam nos ceder. Fazemos a limpeza como já está acontecendo com empresas de refrigerante e cerveja. A Defesa Civil vai divulgar um telefone para fazermos este câmbio. Os hospitais do Paraná têm o suprimento de oxigênio adequado, mas teremos uma crise se não interrompermos este ciclo de contaminação do contágio”, reforçou o secretário.

A alta demanda por oxigênio causada pela transmissão acelerada do coronavírus no Paraná abriu a corrida dos municípios para abertura de usinas de produção própria do gás hospitalar. Na Lapa, região metropolitana de Curitiba, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) reforçou o armazenamento com a instalação de um tanque com capacidade de 4,3 mil metros cúbicos para atender o Hospital São Sebastião. Em dezembro, o hospital da Lapa passou a atender pacientes de covid-19 com a abertura de 40 leitos clínicos.