Os vereadores Osias Moraes (Rep), Ezequias Barros (PMB), Marciano Alves (Rep) e Tânia Guerreiro (PSL) apresentaram representação por quebra de decoro parlamentar contra o líder da oposição na Câmara Municipal de Curitiba, Renato Freitas (PT). Os vereadores, integrantes da bancada evangélica na Câmara, acusam o colega petista de ofensas à honra e à dignidade pessoal, além de discurso discriminatório e de intolerância religiosa.

Entre as ofensas relatadas pelos vereadores, Freitas os teria chamado de “pastores trambiqueiros”, afirmado que a crise é vista com bons olhos pelas lideranças religiosas, “por gerar mais pessoas desesperadas” e que os pastores são contrários à políticas públicas de assistência social para “serem vistos como salvadores”.

+ Leia mais: Vereador Éder Borges induziu o TRE ao erro ao apresentar documento irregular

O desentendimento entre a bancada evangélica e Freitas começou na sessão de 10 de fevereiro quando Ezequias Barros defendeu as comunidades terapêuticas ligadas às igrejas e criticou PT e Psol por tentarem, na Câmara Federal, impedir o funcionamento deste tipo de comunidade.

“A crise para vocês dá lucro, porque gera pessoas desesperadas, gera pessoas frustradas, gera pessoas sem esperança na vida e que por isso precisam das palavras firmes e fortes. E vocês se julgam, se autoproclamam os intermediários legítimos da interpretação a palavra, o que eu discordo por absoluto”, disse Freitas, que defendeu que os recursos devam ser investidos nos Centros de de Atenção Psicossocial (CAPS). “Mas, para vocês, os CPAS precisam desaparecer e para isso, as iniciativas públicas, laicas e gratuitas do Estado precisam desaparecer, para que vocês apareçam logo depois como os possíveis salvadores e arrecadando esse dinheiro”, disse.

+ Veja também: Guilherme Cunha Pereira ministra curso gratuito sobre ética e virtudes. Saiba como participar!

Em 16 de fevereiro o discurso de Freitas foi criticado por outros vereadores evangélicos e o líder da oposição rebateu afirmando que estava preparado para o enfrentamento “das pequenas igrejas, grandes negócios, ou das gigantescas empresas que já funcionam, como a Igreja Universal, comprando emissoras de rádio, comprando empresas, fazendo ali o seu curral eleitoral”.

>>> E a denúncia não para por aí. Veja o que mais dizem os vereadores que querem o “pescoço” de Renato Freitas no Blog do Roger Pereira