Mesmo com o subsídio de R$ 150 milhões anunciado pelo governador Ratinho Jr, a passagem de ônibus nos municípios da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) também vai subir, seguindo a tendência da capital. Em Araucária, no entanto, pelo segundo ano consecutivo, a tarifa de transporte local será reduzida. De acordo com informações da prefeitura do município, o valor da tarifa cairá de R$ 2,90 para R$ 2,65. Apesar disso, as linhas que fazem integração do município com a capital seguirão a tabela das demais linhas metropolitanas, passando para o valor de R$ 4,50.

Nas linhas metropolitanas administradas pela Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), o reajuste médio será de 3,7% e passa a valer já nesta quinta-feira (28), junto com o aumento da passagem em Curitiba, que terá aumento de 5,88%. Já no caso do transporte local de Araucária, o novo valor passa a valer a partir de março, em data que ainda será divulgada. A integração gratuita nos terminais da cidade com as linhas metropolitanas e a tarifa domingueira (gratuidade aos domingos) estão mantidas.

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Valores praticados na RMC

A tabela com os novos valores praticados nas linhas metropolitanas está disponível no site da Comec. A novidade, neste ano, é que a nova gestão da Comec, que gerencia o transporte coletivo integrado e não-integrado de 19 cidades da RMC, cortou quatro degraus tarifários. Antes havia nove e agora são cinco, distribuídos em três anéis – conforme a distância em relação à capital.

O primeiro anel, formado pelas cidades vizinhas da capital (Almirante Tamandaré, Araucária, Campo Largo, Campo Magro, Colombo, Fazenda Rio Grande, Pinhais e São José dos Pinhais), terá tarifa única de R$ 4,50.

No segundo anel (Balsa Nova, Campina Grande do Sul, Itaperuçu, Piraquara, Quatro Barras e Rio Branco do Sul), as passagens variam de R$ 4,50 a R$ 4,75. Por exemplo, em Campina Grande do Sul e Piraquara, a linha integrada custará R$ 4,50 e a direta até Curitiba, R$ 4,75.

No terceiro anel, onde ficam as cidades mais distantes de Curitiba, os valores serão congelados e permanecem de R$ 4,90 a R$ 6,50. A linha de Mandirituba até o Pinheirinho, por exemplo, custa R$ 4,90 e a que vai até o Centro de Curitiba terá o valor mantido em R$ 6,50. A linha integrada para Bocaiúva do Sul continua em R$ 5,30. Para Agudos do Sul, Quitandinha e Contenda, a passagem segue em R$ 6,50.

Quem carregar o cartão Metrocard nesta terça (26) e quarta-feira (27), ainda poderá utilizar os créditos com o valor antigo por 30 dias. Após esse período, se o usuário ainda tiver saldo no cartão, será descontado o valor da nova tarifa.

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Tarifa das linhas metropolitanas vai variar de R$ 4,50 a R4 6,50, dependendo da distância até a capital. Foto: Divulgação/AEN
Tarifa das linhas metropolitanas vai variar de R$ 4,50 a R4 6,50, dependendo da distância até a capital. Foto: Divulgação/AEN

Novas integrações

O presidente da Comec, Gilson Santos, também anunciou que sete ações estão sendo alinhadas com a Urbs, gestora do transporte coletivo da capital, para melhorar o sistema e trazer ganhos aos usuários metropolitanos.

Segundo Santos, três novas integrações devem começar a funcionar entre 30 e 45 dias: São José dos Pinhais-Pinhais-Colombo com o terminal Centenário; Santa Cândida-Quatro Barras com o Hospital Angelina Caron; e Campina do Siqueira-Campo Largo com o Hospital do Rocio. Também está previsto o retorno do atendimento à Vila Tupi, em Araucária, via parceria da Comec, Urbs e prefeitura.

Outra medida é a ampliação da estação-tubo da Praça Carlos Gomes, para atender usuários de Fazenda Rio Grande. Além disso, a Comec e a Urbs definirão a melhor forma de ampliação do itinerário do Ligeirinho São José dos Pinhais, que hoje conecta o terminal central do município metropolitano ao do Boqueirão.

Para tornar mais rápidas as viagens, está em estudos a implantação de pelo menos seis faixas exclusivas para o transporte coletivo em vias que ligam a capital à região metropolitana.

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Tarifa diferenciada em Araucária

Em Araucária, o valor de R$ 2,65 será cobrado no acesso aos ônibus do Triar e nos terminais da cidade (Central e Angélica). O município conseguiu reduzir a tarifa de transporte coletivo local porque, já em 2017, revisou contratos de transporte da área e conseguiu reduzir os custos. De acordo com a Superintendência de Transporte Coletivo de Araucária, até o ano de 2016, o município bancava cerca de R$ 45 milhões por ano no transporte.

Hoje, contando com essa nova redução na tarifa e com os benefícios implantados desde 2017, o custo da Prefeitura para manter o sistema deve chegar a R$ cerca de 25 milhões. Segundo a administração municipal, a nova redução na tarifa do transporte coletivo foi possível graças ao apoio da Câmara Municipal que devolveu recursos economizados em 2018. O projeto de lei que destina parte desses recursos para o transporte coletivo já está na Câmara.