A greve dos caminhoneiros hoje chegou a seu 10º dia, nesta quarta-feira (30), e os efeitos da paralisação começaram a ser sentidos em diversas áreas. Além do impacto profundo, que começa a se agravar com a extensão das manifestações, os efeitos do desabastecimento experimentado nos últimos dias prometem perdurar no futuro.

À tarde, caminhoneiros que estavam mobilizados em um posto de gasolina de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba começaram voltar para estrada, depois de desmontar a estrutura utilizada durante a greve. No entanto, muitos dizem que os objetivos não foram atingidos e que as lideranças que negociaram com o governo federal não representam toda a categoria.

Mais cedo, uma nova bronca foi confirmada, o que pode complicar ainda mais a situação. Os petroleiros entraram em greve hoje (quarta). As principais reivindicações da categoria são a não privatização da Petrobras e a saída de Pedro Parente da presidência da companhia.

Na terça-feira (29), uma reunião entre representantes da Federação das Indústrias do Paraná, Secretaria de Segurança Pública, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e Confederação Nacional dos Trabalhadores Autônomos (CNTA) definiu ações das forças de segurança do estado. No encontro, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) elevou o tom, e acenou que a prioridade do órgão é liberar a circulação por todas as estradas do Paraná.

Mesmo após acordo com os governos, a greve não parece ter acabado. O presidente do sindicato dos caminhoneiros de São José dos Pinhais, Plínio Dias, contou o que falta para a paralisação termine e a categoria volte ao trabalho. Além disso, ônibus de duas cidades da Região Metropolitana foram alvo de protestos e ameaças, e sua circulação está comprometida nesta quarta.

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