O policial militar Peterson da Mota Cordeiro foi indiciado pelo homicídio da jovem Renata Larissa, de 22 anos, desaparecida desde o dia 27 de maio em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Segundo informações da defesa do policial, ele prestou depoimento na Delegacia da Mulher, nesta quarta-feira (1), mas preferiu manter o silêncio.

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De acordo com o advogado Eduardo Miléo, que representa o agente, ele foi interrogado, o que, na visão do defensor, dá a entender que ele teria sido indiciado, mas a defesa não teve acesso a nenhum documento confirmando o fato.

Miléo, no entanto, confirmou que o PM não falou durante o depoimento, mas disse que foi por não saber nada sobre a denúncia. “Por não conhecer o conteúdo das investigações, ele ficou em silêncio”, relatou.

Cordeiro foi preso há duas semanas, acusado de três estupros, após denúncia em primeira mão feita pela Tribuna do Paraná. Ele é suspeito de violentar mulheres que conhecia com a ajuda de um aplicativo de relacionamentos. Após convencer as vítimas para um encontro, ele as atacava, geralmente em áreas desertas da Grande Curitiba, conforme relatos dos Boletins de Ocorrência a que a reportagem teve acesso.

Durante as investigações dos estupros, a polícia teria encontrado objetos relacionados com Renata na casa do suspeito, o que acabou fazendo a ligação dos casos. Assim, apesar de a Polícia Civil não confirmar, Cordeiro seria considerado suspeito pelo sumiço da jovem.

A Delegacia da Mulher, responsável pela investigação do caso, não se pronunciou até o fechamento da reportagem.

Corpo

O corpo de uma mulher foi encontrado em um matagal, às margens da BR-376, em São José dos Pinhais, também na RMC. As circunstâncias do achado chamam a atenção, já que foram equipes da própria Delegacia da Mulher que o localizaram. Apesar de esperar o resultado dos exames, as autoridades desconfiam que seja o corpo da jovem.

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O corpo encontrado estava em avançado estágio de decomposição e, por isso, ainda não é possível afirmar a identificação oficial da vítima. A mulher tinha cabelo escuro e um piercing no umbigo, características que batem com as de Renata. A perícia da Polícia Científica foi ao local e uma equipe do Instituto Médico-Legal (IML) recolheu o corpo, que agora passará pelos exames necessários para confirmar a identidade.

‘Amigos’

Segundo a irmã de Renata, Jocilea Espindola, os dois – Peterson e Renata – se conheciam, e já tinham saído juntos em algumas ocasiões. Ela revelou à Tribuna que chegou a ver o homem, e que não eram raros os encontros entre os dois. Apesar de não oferecer maiores detalhes sobre a relação que os dois mantinham, a irmã da vítima conta que Larissa dizia que o policial era um amigo, e que eram comuns as ocasiões em que ele passava em sua casa buscá-la.

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