A mulher que foi presa após tentar roubar um bebê recém-nascido do Hospital do Trabalhador, em Curitiba, teve sua versão do caso desmentida pela Polícia Civil nesta quarta-feira (14). Talita Meirelles, de 23 anos, disse à polícia de que ela teria realizado um procedimento de curetagem – que é realizado após aborto – na Maternidade Curitiba. Segundo com a delegada Ellen Vycter, que investiga o caso, a afirmação da jovem é falsa.

Em contato com a maternidade, a delegada disse que não a jovem não realizou nenhum procedimento no hospital nos últimos dias. Segundo a delegada, a jovem disse em depoimento que teria perdido um bebê recentemente e que iria roubar o recém-nascido para que a família não descobrisse o aborto. Talita comentou em depoimento que teria feito o procedimento médico na Maternidade Curitiba.

LEIA TAMBÉM:

>> Polícia estoura esquema de sonegação bilionário em venda de café em grão no Paraná

>> Paraná tem confirmação de mais um caso da variante Delta, desta vez na grande Curitiba

A mulher entrou no Hospital do Trabalhador vestida como enfermeira por volta das 18 horas desta terça-feira (13). Ela chegou a entrar em um dos quartos da maternidade e pegou o bebê dizendo para a mãe que a criança faria exames de rotina. Ao tentar sair do hospital, a equipe da instituição percebeu que a “enfermeira” não portava identificação na saída do hospital.

A Polícia Militar (PM) foi chamada e levou a moça para a Central de Flagrantes para ser ouvida. Na delegacia, ela apresentou duas versões. A primeira que tinha abortado e precisava de um bebê, e outra, que venderia a criança para uma pessoa de Colombo, na região metropolitana de Curitiba.

Em entrevista ao jornal Boa Noite Paraná, da RPC, o advogado da jovem disse que Talita passa por um estado depressivo causado pelo “pós-parto”. De acordo com ele, a jovem sofreu um aborto recentemente e está muito abalada.

Talita deve ser transferida para o Complexo Médico Penal, em Pinhais. O juiz determinou ainda que ela deve passar por um exame de sanidade mental.