Oito estabelecimentos foram fechados em Curitiba em 13 ações contra aglomerações realizadas pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), na noite de quarta-feira (3). A fiscalização – que faz parte das medidas mais duras contra a covid-19, adotadas pelo Paraná com decreto estadual assinado na última sexta-feira (26) – percorreu bairros da capital como a Cidade Industrial de Curitiba, Portão e Sítio Cercado.

Neste bairros, segundo a Polícia, havia comércios abertos, que contavam com a presença de pessoas utilizando bebidas alcoólicas, sem estarem utilizando máscaras de proteção. Durante a fiscalização, a PCPR desfez as aglomerações e fechou todos os estabelecimentos.

Sobre as ações, a Polícia Civil informa que está agindo para orientar a população a permanecer em casa, além de coibir iniciativas que sejam contrárias ao decreto estadual, que foi estipulado para controlar o avanço da doença no Paraná.

Foto: Divulgação/ Polícia Civil do Paraná

Esforço conjunto

Além das fiscalizações exclusivas, a Polícia Civil também integra as atividades da Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu) contra a covid-19 em todo o Estado, que contam com a integração de outros órgãos de segurança como a Polícia Militar e as Guardas Municipais, além da saúde e das prefeituras.

A inclusão da Polícia Civil tem o apoio da Delegacia Móvel em ações em Curitiba e Região Metropolitana, além de grupos operacionais, equipe de operações aéreas e da delegacia especializada em investigação de crimes contra a saúde.

Festas clandestinas e aglomerações

O desrespeito às regras de prevenção ao novo coronavírus, em eventos clandestinos com aglomeração de pessoas, não têm sido uma exceção em Curitiba. Na noite de quarta-feira (3) uma festa clandestina com mais de 70 participantes já havia sido fechada no Boqueirão, por equipes da Polícia Militar da Paraná.

No domingo (28), um baile funk no bairro Ganchinho contou com mais de 100 pessoas. E no sábado (27), três estabelecimentos de Curitiba e uma pessoa foram multados. O valor total do prejuízo aos responsáveis chegou em R$ 370 mil.