A equipe da Delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, localizou a mãe do bebê recém-nascido encontrado morto no dia 20. O cadáver foi arrastado pelas ruas da cidade por um cachorro, e localizado por moradores do Jardim Paloma.

“Desde o dia em que ele foi encontrado, a equipe de investigação passou a colher informações nos postos de saúde, e soube detalhes sobre uma mãe que fez o pré-natal, mas não fez o parto com acompanhamento médico”, conta o delegado Guilherme Fagundes, titular da delegacia.

A dona de casa de 37 anos, moradora da cidade e mãe de outros filhos, não teve o nome divulgado porque corre risco de retaliação devido à revolta da população. Ela foi intimada e compareceu à delegacia para ser ouvida na segunda-feira. Em depoimento, ela relatou que fez o parto sozinha no banheiro de casa, e que a criança ao nascer caiu no chão, bateu a cabeça e morreu. Ela então juntou o corpo, colocou numa sacola e jogou no lixo, sem sequer tentar buscar socorro para a criança.

O laudo indicando a causa da morte do bebê ainda não ficou pronto no Instituto Médico Legal de Curitiba. No local em que o corpo foi encontrado, o perito Edimar Cunico, do Instituto de Criminalística, apurou que o bebê tinha sinais de asfixia, informação que será confrontada com o depoimento da mãe.

A mulher foi indiciada por homicídio e está em liberdade, mas o inquérito pode ser alterado. “Já encaminhamos ela para fazer alguns exames. Com o resultado deles poderemos saber se ela matou o filho em estado puerperal, ou seja, em depressão pós-parto, o que configuraria infanticídio ao invés do homicídio”, explica o delegado.

No caso do infanticídio, a pena máxima é de seis anos, muito inferior à do homicídio, que pode chegar a 20 anos de reclusão, sem contar os agravantes.