A suspeita de ter comprado gato por lebre, ou melhor, vira-lata por pug, fez um consumidor denunciar um canil em Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba. A denúncia levou a Polícia Civil a cumprir mandado de busca e apreensão no canil na manhã desta quinta-feira (25). 

A vítima teria pago cerca de R$ 1 mil pelo animal, que foi vendido como se fosse puro da raça pug. “A gente fez um documento de um médico veterinário dizendo que não é um cachorro puro. Isso é crime, isso é golpe. Lógico que a vítima não vai se desfazer do animal, porque já pegou amor. Mas quem fez isso tem que ser penalizado criminalmente”, esclarece o delegado Matheus Laiola, da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA).

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O cachorro comprado pela vítima foi levado para uma juíza de cinofilia, especialista em pureza de raça, que constatou que o animal não é puro. Após a constatação, foi solicitado um mandado de busca e apreensão. Não houve denúncia sobre maus tratos e nenhum animal do canil chegou a ser apreendido. 

A proprietária do canil vai responder pelo crime de enganar, omitir, induzir ao erro, causar constrangimento ou não entregar a garantia do produto que é um crime contra o consumidor. Caso seja condenada, poderá pegar de seis meses a dois anos de prisão, mais multa.


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