A Polícia Militar encontrou nesta quinta-feira (30) um asilo clandestino numa kitnet em Colombo, na região metropolitana de Curitiba. O pequeno imóvel, localizado na Rua São Bento, no bairro Campo Pequeno, mantinha pelo menos 10 idosos em situação de cárcere privado há pelo menos três meses.

Um vídeo que circula nas redes sociais (assista logo abaixo) mostra o momento em que uma mulher chega no local e pergunta se os idosos estão com fome. Além da denúncia de maus-tratos e lesão corporal, a polícia ainda investiga um possível desaparecimento de um idoso.

O que era para ser uma casa de apoio, tornou-se um verdadeiro cenário de abandono. De acordo com a Polícia Militar, os idosos viviam em condições sub-humanas. Sete deles foram identificados e outros três, ao terem seus nomes consultados no sistema da polícia, foram constados como desaparecidos.

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Uma equipe da Assistência Social do município e três ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) estiveram no local. As vítimas foram encaminhadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto Maracanã para cuidados médicos. Em seguida, deverão ser levados para o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, também conhecido como Centro POP.

Polícia dá detalhes das condições degradantes

Em conversa com a Tribuna do Paraná, a Polícia Militar deu detalhes das condições insalubres vividas pelos idosos. Equipada com uma cozinha e um sofá de dois lugares, a kitnet tinha uma pia podre sem água encanada. As vítimas bebiam em um balde e comiam bolachas que estavam jogadas no chão.

No único quarto, os idosos dormiam em meio a fezes e colchões fedendo a urina. Os idosos chegaram a ser proibidos de conversar com os vizinhos de outras kitnets no mesmo prédio. Ainda de acordo com os policiais militares que atenderam a ocorrência, as vítimas estavam bem abatidas, desnutridas, com queixas de lesão corporal e sem água potável.

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No vídeo, é possível ver que dois senhores de idade estão deitados em um colchão jogado diretamente no chão. Uma mulher se aproxima da janela do quarto e pergunta se alguém havia trazido comida para eles no dia anterior. Ela questiona o motivo de eles estarem vivendo ali, nesse momento, um deles afirma que estavam sendo extorquidos pela “dona”. Indignada, ao presenciar a situação, a mulher promete ajudá-los.

“Trouxe só um pão pra cada um. Nós damos o nosso benefício para a mulher daqui, a dona. Faz sete anos que estou nesta vida. Ela é dona de uma casa de apoio. Ela aluga essas casas para por paciente para ficar extorquindo benefício”, denuncia um dos pacientes.

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Idoso desaparecido

O investigador Carioca da Delegacia do Alto Maracanã contou que em 2020 o casal, proprietários do local, já haviam sofrido uma ação civil pública pelo Ministério Público e Vigilância Sanitária em outra cidade.

A família de um idoso identificado como Paulo Minervino está preocupada já que não tem notícias do parente desde novembro do ano passado. “O seu Paulo ficava na mesma casa que teve a ação civil pública. A família dele nos procurou pois não tinha mais notícias dele. Eles chegaram a pedir uma prova de vida a essas pessoas, como um vídeo, algo que pudesse provar que ele estava bem. Desde então, a família suspendeu o pagamento e continua sem notícias do familiar e o casal não atende as ligações”, conta Carioca.

Segundo o investigador, duas testemunhas teriam visto Paulo morto em cima de uma cama. “A princípio pode ser morte natural. Estamos tratando como desaparecimento de pessoa. As testemunhas afirmaram que viram ele morto, mas ninguém comunicou a família. Agora estamos trabalhando para localizar o seu Paulo”, afirma.

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Pagando caro!

Segundo informações da Polícia Civil de Colombo, os familiares chegam a pagar quantia de R$ 1,2 mil para que os idosos recebam os cuidados. Alguns dos pacientes sofriam de transtorno mental e incontinência urinária. Um idoso chegou a relatar que estava sendo extorquido pela suposta cuidadora.

Os responsáveis por administrar o asilo clandestino não foram encontrados no local. Eles podem responder por cárcere privado, tortura, lesão corporal, entre outros crimes que ainda serão definidos pelo delegado de Polícia Civil do Alto Maracanã, que investiga o caso.

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