Dois policiais militares seguem em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Evangélico Mackenzie. Eles estavam na explosão que ocorreu no sábado (19), em um barracão na Rua Jandaia, bairro Emiliano Perneta, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

A cabo Katia Regina Queiroz Bueno, de 46 anos, e o sargento Mauricio Kaliberda, 57 anos, orientavam dois empresários do Taiwan no estande de tiro. Segundo informações do hospital, o sargento teve 50% do corpo queimado e a cabo teve 75% do corpo queimado e precisaram de internamento na UTI. Quanto aos taiwaneses, os hospitais que os atendem não foram autorizados para informar a condição clínica.

De acordo com a PM, a explosão pode ter sido causada por excesso de pólvora no estande. Apesar disso, as causas serão investigadas pela Delegacia de Armas e Munições (Deam), da Polícia Civil.

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O delegado André Feltes, esteve no local da explosão e relatou que o estabelecimento funcionava de maneira irregular, pois não tinha alvará e outros documentos. “A ausência desse alvará e de todos os documentos que são necessários para regular o funcionamento da atividade gera uma infração administrativa”, relatou o delegado no Boa Noite Paraná da RPC que aguarda o laudo da Polícia Científica para definir o que pode ser instaurado contra a empresa.

O que diz a empresa

O barracão pertence a uma empresa de airsoft, que é um jogo desportivo em que os jogadores participam de simulações de operações policiais, militares ou de mera recreação, com uso de armas de pressão que atiram projéteis plásticos não letais, utilizando-se frequentemente de táticas militares. É praticado em ambientes fechados ou ao ar livre, frequentemente em áreas de grande extensão.

Marluz Dalledone, advogado da empresa, admitiu que a empresa não tem o alvará citado pela Polícia Civil, mas afirmou que o local tinha as demais autorizações da prefeitura, Exército e Corpo de Bombeiros. “Este estande não era aberto ao público, e o que estava sendo feito hoje era um uso de pessoas ligadas à empresa”, disse em entrevista para a RPC.

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Em nota, o Exército informou que está instaurando um processo administrativo para apurar supostas irregularidades no trato com produtos controlados. Já a prefeitura de Pinhais disse que o estabelecimento tinha alvará para intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral, comércio de armas e munição e fabricação de artefatos para pesca e esporte.