Com a população atenta à programação dos rodízios no abastecimento de água em Curitiba, realizados pela Sanepar desde o ano passado, quase todo mundo repara nas notícias de alerta e falta de água na capital por causa do rompimento em algum encanamento da companhia. Nesta semana, por exemplo, cinco bairros de Curitiba e as regiões de Araucária e Fazenda Rio Grande, na região metropolitana, ficaram sem água por causa do rompimento de uma adutora de grande porte. Em 12 de abril, mesma coisa, o rompimento de uma adutora da Sanepar prejudicou os bairros Campo de Santana, Caximba e Tatuquara, em Curitiba, e outros de Araucária. Em 20 de maio, o rompimento de uma tubulação da Sanepar afetou o abastecimento de água em 13 bairros de Curitiba. E assim por diante…

+Leia mais! Falta de água em Curitiba segue nesta sexta-feira

Nas redes sociais os comentários e reclamações das pessoas sobre estas constantes falhas dessas notícias bombam, inclusive com piadas sobre a qualidade dos canos usados pela Sanepar no sistema. A companhia se defende dizendo que a rede é devidamente estruturada e planejada, com o uso de material de qualidade. Mesmo assim, os internautas não têm deixado as críticas baratas. Em um dos comentários do Facebook da Tribuna, em uma das matérias sobre os rompimentos, um leitor comentou que “Certeza que o encanamento não é Tigre! Não assiste os comerciais, da nisso!”. Outro leitor questionou: “De novoooo????”.

Ainda teve gente que pediu uma investigação: “Todo dia tem rompimento de adutora de agua em Curitiba. Isso deve ser investigado”. E também teve espaço para pedidos de investimento mais inteligente: “Tá na hora de investir em canos mais resistente ao frio, né?”. E, claro, as piadas com sarcasmo comeram soltas: “Esta empresa é uma piada, se o trabalho dela fosse não deixar uma tartaruga fugir ela fugiria”.

E aí, Sanepar?

Em nota enviada para a Tribuna, a companhia paranaense explica que a rede de distribuição de água de Curitiba tem extensão de 17 mil quilômetros. Segundo a empresa, isso é quatro vezes maior do que a distância entre os dois pontos extremos do Brasil, do Oiapoque ao Chuí. E que uma rede desta dimensão tem uma grande complexidade e envolve tubulações de diâmetros nominais que variam de 32 a 1.200 milímetros, com pressões que variam de 10 mca a 50 mca (metros por coluna).

A Sanepar também explica que a rede é devidamente estruturada e planejada, com o uso de material de qualidade que se deteriora com o passar do tempo. Faz parte do planejamento da companhia substituição das tubulações e melhorias do sistema de abastecimento.

+Leia mais! Veja quem pode ser vacinado com a primeira dose em Curitiba nesta sexta

“Existe uma fadiga natural do material, além de outras intervenções bastante comuns, que podem causar rompimentos na tubulação, como obras públicas, obras de construtoras, obras de condomínios e mesmo de moradores”, diz parte do texto, que reforça que a Sanepar mantém uma política de investimentos permanente, com foco na modernização de todos os sistemas, de água e esgoto.

Por último, a empresa também destaca que está implantando 107 quilômetros de rede num projeto de ressetorização do abastecimento, previsto para atender ao aumento da demanda populacional. “E também está sendo feita a substituição de 5,2 km de em nove quadras entre a Avenida Sete de Setembro, a Avenida Silva Jardim, a rua Cel. Dulcídio e a Rua Desembargador Westphalen, na Região Central de Curitiba”.