Com o anúncio da cervejaria Ambev de que o preço das cervejas de seu catálogo vão subir em até 6% a partir desta sexta-feira (1º), a Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar) estima que, até o verão, os cardápios dos estabelecimentos do setor sofram reajustes de até 30%. Para o consumidor curitibano que volta a lidar com as incertezas da inflação, não tem jeito, o melhor é pesquisar, pesquisar e pesquisar.

No caso da cerveja, que é uma bebida das comemorações dos brasileiros e ninguém quer deixar faltar, as alternativas são buscas por promoções nas redes sociais e aplicativos de celular. 

No caso do Facebook, por exemplo, tem um grupo privado que só posta promoções de cerveja. Chama “Cerveja Mais Barata Curitiba” e conta com quase 50 mil membros. Um dos administradores do grupo curitibano, o empresário Cassiano Shimada, 43 anos, explica que os próprios membros postam os locais onde tem promoção. “Eles vão a um mercado, por exemplo, e já mandam a dica. Quem estiver por perto do local, pode aproveitar e economizar”, ressalta Shimada.

Para entrar no grupo, é preciso aceitar os termos e ter uma conta no Facebook há pelo menos dois anos. “Damos preferência para contas que não sejam recentes. Também há regras para evitar que os membros fiquem tentando fazer vendas pelo grupo. Talvez, as regras mudem daqui há algum tempo, até por conta da crise. Mas ainda estamos avaliando como será. Por enquanto, só aceitamos participação dentro dessas regras”, diz.

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Outra forma para tentar economizar é usar o aplicativo de celular Menor Preço Paraná. Segundo a própria descrição do app na loja de aplicativos, “o Menor Preço é um app que permite ao usuário pesquisar o menor preço de um produto em qualquer estabelecimento localizado nos Estados do Paraná e Pernambuco. As informações são atualizadas em tempo real toda vez que um estabelecimento realiza uma venda. Toda semana, milhões de preços são atualizados”. Vale também para a cerveja. Basicamente, para usar, a pessoa escolhe o produto, o aplicativo usa a localização do GPS e encontra os estabelecimentos mais próximos do consumidor, com os menores preços.

Já as alternativas para comprar cerveja barata, baseadas em compras e utilização constante, podem ser os aplicativos de entrega de alimentos como o Ifood e semelhantes. Quanto mais o usuário faz compras, mais cupons de desconto vão aparecendo.

“No mais, o que posso dizer é ‘tamo junto’. Quanto mais as pessoas se ajudarem, mais chance do bolso não sofrer no fim do mês”, finaliza Cassiano Shimada.

Comerciantes sofrem

De acordo com a entidade, o reflexo do preço da cerveja não é o único a impactar nos custos. Há também as contas de luz, água e o reflexo de ter que trabalhar com o número limitado de público por causa da pandemia.

“Não tem como não repassar custos para o consumidor, infelizmente, é a realidade”, lamenta Fábio Aguayo, presidente da Abrabar. “Nós, de imediato, entramos em contato com as companhias de bebidas para tentar segurar os aumentos. A Heineken, por exemplo, nos mandou uma nota informando que não fará reajustes neste próximo trimestre. A Coca-Cola também não deve subir”, continua Aguayo. Já a Ambev, que deve aumentar o preço nesta sexta, é dona de marcas como Brahma, Skol, Antarctica, Budweiser e Stella Artois.

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A Abrabar também projeta aumentos nos cardápios já nesta primavera. Um texto divulgado pela entidade e publicado em sites do setor de turismo informa que “pelo menos 62% dos bares e restaurantes ainda não recuperaram as vendas do período anterior à chegada da doença, em março do ano passado”.

Segundo Aguayo, a afirmação tem como base uma pesquisa realizada pela Associação Nacional de Restaurantes (ANR) em parceria com o Instituto Foodservice Brasil (IFB). De acordo com os dados, o índice de endividamento do setor é de 55% dos bares, restaurantes, cafés e lanchonetes. “E veja bem, ainda temos que lidar com a questão hídrica. Alguns estabelecimentos estão tendo que contratar caminhão-pipa para poder funcionar em Curitiba”, alerta o presidente.

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Também há casos, segundo a Abrabar, de estabelecimentos que terão que enxugar cardápios e trabalhar com os produtos que mais saem, evitando custos extras. “É uma forma de conquistar o cliente e evitar mais prejuízos. Em muitos casos, a margem de ganho será pequena, mas essa deve ser a principal estratégia dos empresários do setor”, afirma.

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