A prefeitura de Curitiba tirou a Unidade de Saúde Medianeira, no bairro Boa Vista, da rol de lugares que fazem parte da campanha de vacinação contra a gripe deste ano, iniciada nesta segunda-feira (23). O posto não tem sala de vacina em funcionamento desde que, em 2017, quatro pacientes imunizados no local tiveram que ser internados depois de reação exacerbada. Três se recuperaram, mas uma idosa de 62 anos morreu por complicações decorrentes de uma infecção bacteriana.

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O posto chegou a ser interditado uma semana depois do caso, registrado em maio, e reabriu para atendimento ao público apenas em julho. A sala de vacina está lacrada há quase um ano.

“Por precaução, até que se finalize o processo administrativo, a Secretaria Municipal da Saúde fechou a sala de vacina na unidade Medianeira no ano passado, após a ocorrência de quatro eventos adversos de vacinação”, aponta, em nota, a administração municipal.

A sindicância aberta pela Procuradoria Geral do Município (PGM) foi concluída em setembro. O processo encontra-se na Promotoria de Saúde do Ministério Público do Paraná (MP-PR) em razão da apuração de indícios de prática de delito. “Tão logo sejam finalizadas as coletas de depoimentos, serão tomadas as medidas cabíveis”, afirma a prefeitura.

Campanha

A campanha nacional de vacinação contra a gripe começo nesta segunda-feira (23). Todas as demais unidades básica de saúde de Curitiba vão oferecer o imunizante aos públicos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. A vacinação acontece de segunda a sexta, nos horários de funcionamento de cada unidade, até o dia 1.º de junho. O serviço não será disponibilizado nas UPAs. A prefeitura estima ao menos 110 unidades com salas de vacinas em funcionamento.

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Em Curitiba, a meta é vacinar pelo menos 90% das 515 mil pessoas que integram o público-alvo, o que corresponde a 463,5 mil pessoas. No ano passado, embora a capital tenha atingido a meta, 40 mil doses “sobraram” e a campanha foi estendida a toda a população.

Até o momento, cinco mortes por gripe foram registradas no Paraná – nenhuma delas na capital. Os óbitos ocorreram em Ampére, Santa Izabel do Oeste, Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, e Cafezal do Sul. As duas primeira mortes foram por H1N1 e as três últimas por H3N2.

Os imunizantes deste ano contêm duas alterações nos componentes em relação aos aplicados em 2017. De acordo com o Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, uma das variantes é do conhecido vírus H1N1, enquanto a outra é do H3N2- responsável por um maior número de internamentos e óbitos no Hemisfério Norte nos últimos meses