O presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Camilo Turmina, pediu ajuda aos vereadores de Curitiba para que evitem que o comércio venha a ser mais prejudicado por causa da pandemia da covid-19. Camilo sugeriu a realização de um rodízio de atividades e que alguns serviços considerados essenciais como óticas, pet shops e lojas de capas de celular também entrem no escalonamento. O empresário ainda criticou a forma com que o prefeito Rafael Greca lida com a relação entre a pandemia e o comércio.

Turmina participou da sessão remota da Câmara de Vereadores de Curitiba desta quarta-feira (7). Nos 15 minutos que teve direito para explicar as suas ideias, o presidente da ACP reforçou o desejo da própria prefeitura de ter na cidade 50% de isolamento social. A taxa ajudaria a evitar a propagação do coronavírus e só foi alcançada na capital paranaense nos fins de semana. Para tanto, recomendou aos vereadores que pensem em uma proposta de lei com uma espécie de rodízio nas atividades econômicas da cidade. Segundo ele, o comerciante saberia antecipadamente quando abriria ou teria que fechar seu estabelecimento.

“É preciso dar esperança ao comerciante. Fiquei esperando desesperado na sexta-feira (2) o prefeito falar do decreto para saber se poderia abrir a loja. Sugiro que se faça um rodízio, um dia abre um setor e fecha outro. No dia que estiver fechado, vai trabalhar de casa fazendo contatos por mensagens ou telefones. Essencial é o que funciona 24 horas por dia. É preciso todas as 800 farmácias estarem abertas? Todas as lojas de capas de celular funcionando ou até mesmo mesmo todos os pets shops”, exemplificou Turmina.

Prefeito em casa e doação de máscaras

Além de sugerir rodízio nas atividades comerciais, o presidente da Associação Comercial do Paraná, deixou até uma dica ao prefeito Rafael Greca para que trabalhe mais em casa ao invés de se deslocar diariamente para a prefeitura. “O prefeito quer 50% de isolamento, então um dia ele pode sair de casa e no outro sai a Margarita. Perdi a amizade com o prefeito quando falou que as empresas não poderiam reduzir a linha de ônibus, pois iriam quebrar”, acusou Turmina. Esta ajuda, inclusive, foi questionada pelo Ministério Público na época.

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Por fim, a ACP se colocou à disposição para bancar dois meses de funcionamento de uma startup que ajudaria na contagem de passageiros dentro do transporte coletivo. “É uma ferramenta que pode ser utilizada pela Urbs e colocar nos ônibus para controlar a quantidade de pessoas.  Pago por dois meses a startup”, completou Turmina que ainda prometeu doar seis máscaras de proteção N95 (usada por profissionais de saúde) para cada lojista associado na pandemia.