Depois que testemunhas de três assassinatos na região de Santa Felicidade apontaram Ezequiel César dos Santos, 33 anos, o ‘Magrão‘, como autor dos crimes, ele foi detido, em uma parceria das polícias civil e militar. No momento da prisão o suspeito estava com uma arma, com numeração raspada.

A delegada Ana Cláudia Machado, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), contou que no começo do agosto, quando Wallace de Almeida Vaz, 27, foi encontrado morto dentro de um Palio, no bairro São João, Magrão foi mencionado como o assassino. O motivo, conforme as investigações, seria o interesse do suspeito pela mulher de um amigo de Wallace.

Um mês depois, Marcelo Cristiano de Medeiros, 39, foi morto no bairro Cascatinha. Mais uma vez, Magrão era o principal suspeito. Passados cinco dias, Everton Texeira Polonio, 21, foi assassinado e, pela terceira vez, Magrão foi citado como o criminoso.

Segundo a delegada, foi feita uma reunião com a Polícia Militar, e Magrão foi detido, em posse de uma arma de fogo. Contra ele, havia um mandado de prisão, por ter retirado a tornozeleira eletrônica – equipamento para o controle de presos em regime semiaberto.

Cruel

‘Ele matava por brigas simples. Para ele, a vida não vale nada‘, comentou Ana. A polícia acredita que o suspeito tenha praticado assaltos na região. “Ele utilizava um Monza de cor cinza. Caso alguma das vítimas o reconheça deve procurar a unidade policial para noticiar, para que ele seja responsabilizado por todos os crimes que cometeu”.

Em entrevista à imprensa, Magrão disse que não conhecia nenhuma das vítimas e negou ter cometido os crimes. Ele disse que estava com a arma para se defender.

Um dos assassinatos, segundo ele, foi no aniversário de uma das filhas. ‘Jamais faria uma coisa dessas‘, afirmou. ‘Tenho oito filhos para dar bons exemplos‘, ressaltou.

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