A vacinação contra a gripe, que começou nesta segunda-feira (25), movimenta as unidades de saúde em toda Curitiba. O movimento maior foi registrado na Praça Ouvidor Pardinho, no Rebouças, onde a fila tomou conta de toda a extensão do local. Muita gente quer garantir a vacina já no primeiro dia.

Neste ano, a vacinação foi adiantada do dia 30 para o dia 25 de abril. As vacinas da rede pública são aplicadas nos grupos de risco, que são os idosos com mais de 60 anos, crianças de até cinco anos, grávidas e mulheres que tiveram filho há 40 dias, portadores de doenças crônicas, trabalhadores da saúde e indígenas.

“Essa espera não é normal, nos outros anos, nós sempre chegamos e recebemos a vacina. Mas o povo está com medo”, disse uma idosa de 74 anos. Os casos de gripe registrados assustaram as pessoas, que preferiram não perder tempo e esperar um pouco na fila acaba sendo melhor do que ficar doente.

No Paraná, foram recebidas 3 milhões de doses da vacina. A estimativa é de imunizar pelo menos 2.923.535 pessoas, todas do grupo de risco. Só em Curitiba, 320 mil pessoas pertencem a esses grupos.

De acordo com os funcionários, apesar dos casos noticiados de pessoas já infectadas pela gripe, as pessoas não precisam ter pressa e podem evitar as filas indo até uma unidade de saúde mais próxima de casa. Na capital, as vacinas serão distribuídas até o dia 20 de maio, em todas as 109 unidades de saúde, menos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA).

Na Praça Ouvidor Pardinho, por exemplo, a vacinação está programada em escala de mobilização. Três funcionários atendem, enquanto duas enfermeiras fazem a aplicação, que não dura nem um minuto. Neste sábado (30), as vacinas também serão distribuídas ali, das 8 às 18h.

Nos bairros

A vacinação acontece também em todas as outras Unidades de Saúde de Curitiba e, segundo os próprios funcionários, segue sem nenhuma complicação. No bairro Cajuru, só no período da manhã, foram aplicadas pelo menos 300 doses. O maior público é o dos idosos, mas no caso das crianças, por exemplo, as enfermeiras aproveitam a presença no local e já verificam, na carteirinha de vacinação, as outras vacinas que faltam nos pequenos e fazem a aplicação.

“Todos os anos eu tomo. Preferi vir logo no primeiro dia, para não ter nem chances de pegar a doença, mas aí escolhemos a unidade mais próxima, no meu bairro, para não ter tanta fila”, disse uma idosa de 84 anos, que chegava para tomar a vacina no Cajuru.

Na Unidade de Saúde do bairro Santa Cândida, que recebe também gente da Região Metropolitana, como Colombo, o movimento foi grande, mas sem nenhuma fila. No local, pela manhã, foram registradas pelo menos 170 doses da vacina aplicadas nos grupos de risco. “É preciso de um pouco de paciência de quem vem e pega a senha, mas nada fora do comum. Tudo seguindo tranquilamente”, disse uma das enfermeiras.

Imunização

A vacina utilizada durante a campanha é a trivalente, que imuniza contra os vírus três tipos do vírus influenza (AH1N1, AH3 e B). No entanto, há outros vírus que também podem provocar doenças respiratórias, como explica a diretora do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, Juliane Oliveira. “Como não existe vacina para estes outros vírus, a melhor forma de prevenção da gripe ainda é evitando o contato com pessoas doentes, além da higienização frequente das mãos e ,a ventilação dos ambientes”, destaca.

Fila na unidade de saúde da Praça Ouvidor Pardinho. Foto: Gerson Klaina