Lançado em maio deste ano, o Programa de Despoluição Hídrica de Curitiba (PDH) já vistoriou perto de 7,2 mil residências, localizadas na área de abrangência de três sub-bacias das 214 existentes no município. Os técnicos fiscalizaram até o momento as ligações hidrosanitárias de residências localizadas nas sub-bacias dos córregos Tapajós, Duque de Caxias e Gava. O balanço foi divulgado nesta segunda-feira (24), quando se comemora o Dia do Rio.

Até agora, 2.531 residências apresentaram irregularidades. Os proprietários foram notificados e receberam prazo de 60 dias para realizar as adequações necessárias.

As irregularidades encontradas com mais frequência pelos técnicos são a falta de caixa de gordura, a ligação da água de chuva na rede de esgoto e a falta de ligação da residência à rede de esgoto. Em 150 casos os técnicos notificaram a concessionária dos serviços de coleta e tratamento de esgoto por obstruções, rompimento e falta da rede coletora de esgoto.

O mutirão de fiscalização faz parte do Plano de Saneamento Municipal e tem como objetivo maior a despoluição de todas as sub-bacias existentes no município.

“O programa é fundamentado na educação para a sustentabilidade e o apoio da população está sendo muito importante no processo de despoluição dos rios de Curitiba. Despoluindo o córrego, consequentemente estaremos despoluindo a bacia principal”, explica o secretário municipal de Meio Ambiente, Renato Lima.

Processo

Para verificar a existência e qualidade das ligações prediais, os técnicos colocam corantes de cores diversas em pontos de saída de água, como vasos sanitários, pias, tanques e ralos da residência vistoriada. “Assim é possível visualizar se o caminho percorrido pela água desemboca na rede de esgoto”, explica  a coordenadora do programa e diretora do Departamento de Recursos  Hídricos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Marlise Jorge.

Eliminar ligações clandestinas ou irregulares da cidade é um dos objetivos definidos a partir do Plano Municipal de Saneamento. A medida de fiscalização terá a duração de um ano e nesta etapa estão sendo investidos R$ 570 mil. O recurso é para pagamento do serviço de empresas contratadas para fazer a parte técnica de fiscalização.