Indignados com as novas restrições impostas pela Bandeira Laranja de coronavírus em vigor em Curitiba, donos de bares, casas noturnas e restaurantes da capital foram pra frente da prefeitura de Curitiba, no Centro Cívico, no início da tarde desta segunda-feira (15). O protesto que estava marcado para as 14h foi cancelado e substituído por um movimento mais limitado da categoria, após a decisão da Justiça que determinou a suspensão de manifestações na capital por uma semana, sob pena de multa diária de R$ 10 mil aos organizadores e multa de R$ 1 mil para cada manifestante.

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O presidente da Associação de Bares e Casas Noturnas do Paraná (Abrabar) Fábio Aguayo, que divulgou um vídeo nas redes sociais no domingo (14) repudiando a determinação da prefeitura, afirma que o fechamento de todos os estabelecimentos é injusto e pune quem estava trabalhando corretamente, respeitando as regras de combate ao coronavírus. Apesar disso, a prefeitura divulgou nesta segunda que bares lideram as reclamações de aglomerações na Central 156.

“O posicionamento é claro dos empresários: estamos seguindo desde o início todas as precauções que já vinham da Europa e da própria China, sobre os procedimentos que nós tínhamos que adotar para não ter esse descontrole que ocorreu em outras cidades do Brasil. Nós empresários sempre nos propusemos a respeitar todos os protocolos oferecidos”, disse Aguayo, que ainda reforçou que o setor não foi ouvido.

“Nos assusta quando vem uma determinação desta sem consultar as entidades, sem conversar, sabendo que está todo mundo tá se esforçando, se sacrificando e que os erros são pontuais. É só atacar os erros pontuais e não generalizar, essa é nossa maior briga. […] Por que não conversa, para achar um procedimento correto? Essas situações nos irritam e deixam os empresários desesperados. Era isso que faltava para fechar o caixão e muita gente não quer fechar esse caixão”, afirmou Aguayo.

Setor de bares, restaurantes e casas noturnas protestam contra o fechamento em #Curitiba, após bandeira laranja decretada contra o avanço do #coronavírus.

Posted by Tribuna do Paraná on Monday, June 15, 2020

O empresário Luiz Allan Faria ouvido pela Tribuna também demonstrou ser contrário ao fechamento total dos bares e demais estabelecimentos do ramo. “Acredito que existe a prioridade com a saúde, existe a preocupação com a saúde, existe toda essa essa essa ação que é para proteção à vida. Eu concordo com ela, em todas as ações que a prefeitura está fazendo. Porém, acredito que não podemos ser penalizados como um todo, por causa de uma minoria que resolveu não respeitar as regras de sanitização, de distanciamento social ou de toda a proteção que nós estamos precisando ter no momento”, diz.

“A grande maioria dos donos de restaurantes teve cautela e cuidados com tudo que foi exigido e por causa de divulgações de festas, aglomerações, músicas, estão colocando todos no pacote punitivo. E nós estamos vendo que não estamos sendo respeitados dentro daquilo que foi determinado para nós. Nós não podemos, os donos de restaurante que atenderam à todas as exigências, ser punidos dessa forma, sendo impedidos de trabalhar. O prefeito Rafael Greca não pode fazer isso, ele não pode colocar todos os empresários no pacote ruim, de desobediência e falta de respeito. Estamos indo para 90 dias em dificuldades”, finaliza Faria.

Aglomerações

Para a Abrabar/PR, o setor não pode ser classificado como atividade de risco. Os estabelecimentos do ramo haviam recebido, no dia 22 de maio, a autorização da Secretaria Municipal de Urbanismo para, se tivessem alvará de funcionamento com bar ou restaurante, reabrirem suas portas respeitando os protocolos da Vigilância Sanitária de prevenção ao coronavírus.

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No entanto, muitos bares e restaurantes de Curitiba causaram aglomeração e frequentadores chegaram a estar nos espaços sem o uso de máscara. A prefeitura realizou diversas fiscalizações e a última, feita na sexta-feira (12), chegou a autuar 13 estabelecimentos.

Donos de bares e representantes do setor estiveram no Centro Cívico e falaram com a imprensa. Foto: Lineu Filho/Tribuna do Paraná

Bandeira laranja

Os empresários de bares e casas noturnas não são os únicos impactados com as novas restrições. Clubes sociais e recreativos, igrejas e templos religiosos e todas as atividades de entretenimento, como teatros, festas e atividades correlatas também estão suspensos por tempo indeterminado com a emissão do Alerta Laranja.


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