Os agricultores urbanos da Horta Comunitária do Rio Bonito, no Campo do Santana, vêm comemorando a redução no valor do rateio mensal dos custos com o cultivo das hortaliças. A despesa com a aquisição das nove mil mudas plantadas há dois meses, por exemplo, não teve que ser bancada pelas cerca de 100 famílias que plantam no local, assim como eles não precisaram tirar do bolso o valor gasto com a troca de registros de água e manutenção dos canteiros.

Este início de auto-sustentabilidade da Horta Comunitária do Rio Bonito está sendo possível graças ao Horta do Chef, projeto lançado pelo prefeito Rafael Greca há seis meses e que incentiva agricultores urbanos a venderem os alimentos cultivados a restaurantes de Curitiba.  Atualmente, os agricultores do Campo do Santana comercializam parte da produção para cozinheiros de estabelecimento renomados, como Manu Buffara (Manu), Gabriela Carvalho (Quintana) e Lênin Palhano (Nomade). O projeto é desenvolvido pela Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Smab), através da Unidade de Agricultura Urbana.

“A sustentabilidade das hortas e de toda a cidade vai da nossa compreensão de que o meio urbano começa na terra. Por isso, a importância do Horta do Chef, que valoriza a produção agrícola local, gerando renda, já que os produtores urbanos estão tendo a chance de fornecer ingredientes para restaurantes conceituados”, salienta Luiz Gusi, secretário municipal de Agricultura e Abastecimento.

Atualmente, a secretaria dá apoio a 24 hortas comunitárias, que beneficiam 872 famílias de produtores e cinco mil pessoas diretamente e indiretamente. O secretário destaca ainda que as hortas comunitárias servem como terapia e socialização, pois muitas pessoas são idosas e vivem sozinhas. “Eles conversam e fazem amizade para toda a vida”, observa. O fato de produzirem o próprio alimento também é um resgate das raízes de muitos agricultores urbanos.