Um protesto de servidores da Polícia Civil do Paraná terminou em confusão na manhã desta segunda-feira (11), em Curitiba. A manifestação aconteceu no bairro Tarumã, na sede do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), durante a inauguração do chamado Detranzinho, aquela mini cidade educativa. A tropa de choque da Polícia Militar (PM) precisou ser acionada após uma troca de empurrões entre a segurança do evento e os manifestantes. Segundo o que apurou a Tribuna do Paraná, os policiais civis tentaram estacionar um carro de som em frente ao local, mas foram impedidos pela PM, que realizava a segurança do evento. O evento contou com a presença do governador Ratinho Jr.

O motivo das queixas dos policiais civis é o projeto de lei de autoria do governo estadual, recentemente aprovado na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que aprovou um reajuste salarial de 3% aos servidores das polícias Militar, Civil e Científica, com valores diferenciados para servidores em início de carreira e policiais mais experientes.

Dias antes do evento, o presidente do Sinclapol-PR (Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná), Kamil Salmen, já havia anunciado, nas redes sociais, que haveria um protesto no local. “Não somos jagunços, governador. Somos policiais. Vamos para a frente do Detran para mostrar que não estamos satisfeitos com o trabalho e com a forma que você tem nos tratado”, afirmou o sindicalista em um vídeo divulgado pelo Sinclapol-PR.

Após o evento, o governador Ratinho Junior comentou brevemente sobre as reivindicações dos protestantes. “Eles têm o direito de se manifestar, mas existe infelizmente uma briga interna, sindical, pois haverá uma eleição em maio, então não podemos entrar em detalhes, pois é uma matéria interna deles”, disse o chefe do Executivo.

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E aí, Governo do Paraná?

Em nota enviada à reportagem, o governo lamentou o que classificou como “tumulto” durante a inauguração de uma “minicidade” nas dependências do Detran-PR. “O Governo do Estado lamenta o protesto que tentou tumultuar uma inauguração restrita a convidados e imprensa”, diz a nota. “O Governo do Estado entende que todas as manifestações são legítimas, mas não podem impedir atividades rotineiras de outros órgãos públicos ou interromper o trânsito de uma avenida importante da cidade. O Estado vai apurar se houve excessos e tomará as medidas cabíveis”.

Sobre o reajuste, o Executivo afirmou em posicionamento que promoveu um reajuste a “todas as classes” dos policiais civis e que mantém um diálogo aberto com a categoria. Confira a posição do governo estadual na íntegra:

O Governo do Paraná instituiu uma revisão na tabela de todos os policiais civis no mês passado. Pela nova lei, todas as classes receberam aumento, o que tem desdobramentos inclusive previdenciários, e em algumas há ganho real de R$ 1.000,00.

A mesma lei instituiu mudanças significativas no órgão e que estavam represadas há décadas. Um dos aspectos é a regularização da designação de delegados para atuarem em mais de uma unidade policial, com gratificação de 15% sobre o salário. Também foram criadas 72 novas Funções Privativas, o que assegura salário diferenciado para cargos de gestão.

Nos últimos anos também foram adquiridos 2,4 mil computadores, 5 mil pistolas Beretta APX Full Size 9mm, kits completos de uniforme (pela primeira vez na história), identidades funcionais, novos sistemas para trabalhar nos procedimentos de Polícia Judiciária e, até o momento, 371 veículos. O Paraná também tirou definitivamente a Polícia Civil da custódia dos presos, encerrando dívida histórica com a categoria.

O Estado mantém diálogo aberto com os policiais civis. Os desafios são grandes porque se avolumam há décadas e as contas públicas ainda são duramente impactadas pela pandemia e a crise global dos últimos anos.

Toda essa restruturação foi feita com a participação das entidades que representam os policiais e não encerra a discussão, que deve ocorrer dentro dos parâmetros legais. O Governo do Paraná segue apoiando o funcionalismo dentro daquilo que consegue atender e das exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal“, diz a nota.

Foto: Reprodução/Élcio Branco/RPC.
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