O rastro de destruição do protesto na noite de segunda-feira (1º) que terminou com oito pessoas presas e um policial ferido está dando trabalho para as equipes de limpeza e manutenção na manhã desta terça-feira (02). A bandeira do Brasil foi recolocada na frente do Palácio Iguaçu, sede do governo estadual, após ser queimada no protesto. Também foram registradas pichações e vandalismo ao patrimônios público, como pontos de ônibus, estações-tubo e lixeiras.

Fachadas de prédios oficiais, como o Fórum Cível, e de imóveis comerciais, como o Shopping Mueller, foram destruídas. No prédio da Junta Comercial, as pedras atiradas contra a fachada foram recolhidas pelos funcionários ao chegar ao trabalho.

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“Nossa amada Cidade de Curitiba foi atacada de maneira irracional por inaceitável desvirtuamento do direito de manifestação democrática. Ao absurdo apedrejamento de prédios e equipamentos urbanos, entre gritos de quebra-quebra e focos de incêndio, sucedeu a queima da gloriosa Bandeira Brasileira, arrancada de seu mastro na avenida Cândido de Abreu. O ato desonra o ideal humanista e o sentimento antifascista”, disse o prefeito Rafael Greca pelo Facebook.

Segundo a Urbanização de Curitiba (Urbs), empresa municipal que gerencia o transporte público, equipes trabalharam durante a noite toda para limpar e consertar as estações-tubo vandalizadas. Mesmo assim, na manhã desta segunda, ainda havia estações-tubo com vidros quebrados.

Foram danificados sete pontos na Praça Tiradentes, com danos aos totens de mapas das linhas. No Centro Cívico, vidros foram quebrados das estações-tubo Palácio, Comendador Fontana e 19 de Dezembro. Na Avenida Cândido de Abreu foram pichados tubos e apedrejados totens de publicidade. Na Junta Comercial, também na Av Candido de Abreu, nove vidros foram quebrados pelos vândalos.

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No Palácio Iguaçu, equipes de limpeza foram destacadas ainda durante a noite de segunda-feira para fazer a limpeza do local, que também foi alvo de pichações. Nesta manhã, porém, não havia policiamento reforçado no local.

O Shopping Mueller, que fica na Avenida Cândido de Abreu, também acabou sendo alvo dos vândalos. Nesta manhã, vários vidros que foram quebrados nos atos de vandalismo durante a noite estavam sendo trocados.

Funcionários trocam vidros quebrados no Shopping Mueller em protesto segunda-feira. Foto: Gerson Klaina / Tribuna do Paraná

A confusão

O vandalismo ocorreu depois de um ato contra o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) e contra o racismo, ordeiro e pacífico, realizado na região central de Curitiba. “Nossa luta é por igualdade, contra o racismo, a violência contra jovens negros nas periferias, a proliferação de grupos que propagam o ódio e o genocídio de brasileiros promovido pela falta de uma política clara de saúde durante esta pandemia. Infelizmente, no final do ato, em uma dispersão de alguns poucos, houve vandalismo contra o patrimônio público”, disse a organização do protesto em nota.

Na sequência, os manifestantes se deslocaram para o Centro Cívico. Após a dispersão das pessoas envolvidas, houve depredação do patrimônio público e cerca de 200 policiais foram deslocados para o local para conter os vândalos. Oito foram presos e um policial ficou ferido após levar uma pedrada.

“Eram 600 pessoas no protesto, mas o número ganhou corpo chegando em torno de mil pessoas. Da mesma maneira que eles foram crescendo, tivemos que aumentar o número de policiais. Um PM teve lesão leve, recebeu uma pedrada no escuto e teve um ferimento no braço, mas graças a Deus foi uma lesão simples”, disse o coronel Moraes, da Polícia Militar.


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